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Por que você não deve tomar decisões de barriga vazia, segundo este estudo

Fazer escolhas impulsivas parece uma opção menos razoável quando se está bem alimentado.

Por Guilherme Eler 18 set 2019, 13h28

Uma das regras de ouro para que uma visitinha regular ao mercado não acabe saindo mais caro que a encomenda é controlar impulsos. E, para isso, não estar com a barriga vazia pode ser um divisor de águas. O fator fome faz você ser mais mão aberta – e nem só por causa do olho gordo. Compradores famintos gastam até 60% mais grana e também adquirem mais itens não comestíveis, segundo um experimento de 2015.

O que uma nova pesquisa demonstrou é que a tomada de decisão de alguém com fome não fica comprometida apenas nas gôndolas do mercado. Reprimir a vontade de fazer uma boquinha, segundo descobriram pesquisadores da Universidade de Dundee, na Escócia, pode atrapalhar também em outros tipos de escolha.

O experimento considerou um total de 50 pessoas, analisadas em dois momentos distintios: no primeiro, tinham se alimentado normalmente e, no outro, não tinham nada na barriga o dia inteiro.

  • Os cientistas perceberam que, quando ofereciam uma opção aos voluntários para receber uma recompensa no ato ou esperar um certo tempo para ter o valor dobrado, o tempo suportado pelos dois grupos era distinto. Enquanto pessoas alimentadas esperavam até 35 dias para colocar a mão na grana, esfomeados só diziam suportar 3.

    A explicação desse efeito, segundo os pesquisadores, é que a urgência por forrar o estômago alterou o sistema de recompensa dos cérebros dos participantes. Afinal, se você está faminto, poderia topar receber menos comida para resolver a emergência na hora.

    Como havia uma exigência fisiológica gritando, pensar a longo prazo se tornava mais difícil – da exata maneira que acontece com pessoas que têm trabalhos mais estressantes e, para descontar, comem mais junk food. Isso as torna mais propensa a ceder a vontades menos recompensadoras.

    O estudo foi publicado na revista científica Psychonomic Bulletin and Review.

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