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De onde veio o conceito e quais as funções “oficiais” das madrinhas e padrinhos?

Tradição vem dos primórdios do cristianismo, no século 2 d.C.. Entenda como esse papel mudou ao longo dos anos.

Por Rafael Battaglia
20 jan 2023, 10h39

Embora não haja nenhuma menção ao papel de um padrinho (ou madrinha) na Bíblia, essa é uma tradição cristã que começou no século 2 d.C., com a popularização dos batismos infantis. 

No cristianismo, o batismo é um ritual de purificação (todos os pecados anteriores são perdoados) e de iniciação religiosa. O problema é que bebês não conseguem afirmar a sua fé cristã em voz alta (algo que acontece nos batismos de pessoas mais velhas). Por isso, era necessário que algum adulto fizesse as vezes de porta-voz, atuando no meio de campo entre o padre e a criança. 

No começo, os próprios pais se encarregavam dessa tarefa. Mas a tradição começou a mudar no século 5º, quando Santo Agostinho sugeriu que, em casos excepcionais, outros indivíduos poderiam desempenhar esse papel. A ideia pegou, e essas pessoas passaram a ser chamadas de “pais espirituais”. Com o passar dos séculos, virou regra: em 813, a Igreja Católica proibiu que pais biológicos também atuassem como padrinhos.

Ora, mas por quê? Porque chamar alguém de fora da família para apadrinhar o seu filho era construir vínculos para além das suas relações habituais – algo incentivado pela Igreja. Ser padrinho, então, virou sinônimo de prestígio. Mostrava que a pessoa era um bom amigo dos pais – alguém de confiança.

Escolher um padrinho também era uma ação estratégica. Os pais poderiam eleger desde parceiros de negócio (para estreitar laços) a membros de famílias rivais (para apaziguar rixas). Artesãos e comerciantes também podiam ensinar o ofício aos seus afilhados, tomando-lhes como aprendizes.

Com o tempo, cada vertente do cristianismo definiu regras particulares para padrinhos e madrinhas, dos critérios de escolha ao número máximo permitido por criança. Mas a função deles permaneceu a mesma: ajudar na educação religiosa do afilhado. Em alguns países, eles poderiam ainda ter responsabilidades legais, como cuidar dos filhos em caso de morte dos pais.

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A partir da Revolução Francesa, no final do século 18, os “batismos civis” se tornaram populares na Europa. Foi nessa época que os pais passaram a preferir parentes para o papel de padrinho/madrinha. Era uma forma de reforçar o vínculo familiar: a criança estaria inserida desde o começo da vida em um grupo social já estabelecido. O papel do padrinho, hoje, é menos o de um guia da educação religiosa – e mais o de uma figura de apoio para a vida toda. 

Fonte: Social customs and demographic change:  The case of godparenthood in Catholic Europe. Artigo “The Modern, Secular Godparent”, da revista The Atlantic.

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