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Arranha-céu ecológico na Amazônia quer celebrar a importância da água

Por Marina Maciel
Atualizado em 21 dez 2016, 10h18 - Publicado em 16 nov 2012, 09h00

A bolinha que se destaca no topo da torre da ilustração acima é uma caixa d’água – e não uma nave espacial! –, e, segundo o autor do projeto, o arquiteto Thiago Jardim, simboliza a importância da água para o mundo, e principalmente para o Brasil, que possui 12% das reservas de água doce disponíveis no mundo, sendo que a Bacia Amazônica concentra 70% desse volume.

Foi em 2006 que ele imaginou um projeto muito diferente para aquela região: construir uma torre futurista, representando o movimento de uma gota d’água, em Manaus, no Amazonas, à qual deu o nome de Amazon Tower. Ela foi projetada para ser o edifício mais alto já construído no Brasil, com 200 metros.

Mas a proposta é ainda mais ambiciosa: o projeto do edifício, que deve ocupar um terreno de 100mil m², contempla o uso de tecnologias sustentáveis para abrigar hotéis, escritórios comerciais e um centro de pesquisas para monitoramento e defesa ambiental. “O projeto quer ser exemplar no quesito sustentabilidade”, conta o arquiteto.

Estimada em R$ 400 milhões, a ideia de Jardim tem como objetivo ser referência em desenvolvimento sustentável – tendência na arquitetura contemporânea – e influenciar o crescimento econômico da região, refletindo a importância da Amazônia para a estabilidade climática global.

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O empreendimento promoveria a integração do turismo e dos negócios à ciência, para que, juntos, avaliem as mudanças climáticas, a possível escassez de água e seus os impactos sociais e ambientais e cheguem a soluções viáveis. Assista ao vídeo do projeto para entender a proposta do movimento da gota d’água:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=-fPsgsvY3p8?feature=oembed&w=474&h=267%5D

Segundo o arquiteto, graduado pela Illinois Institute of Technology, o impacto físico da obra seria apenas o desmatamento do terreno original para construí-la. No entanto, o projeto prevê o reflorestamento de 46% da área total. “A pegada do edifício não seria tão grande”, diz Jardim.

O projeto ainda não tem planejamento para o uso da água no edifício, nem para a destinação do lixo, porque, de acordo com Jardim, envolve etapas posteriores. Quanto à eficiência energética, o arquiteto tem definido, por enquanto, que a energia utilizada pelo empreendimento virá do grid de Manaus e o prédio terá geradores de energia renovável nos elevadores e painéis fotovoltaicos. Segundo ele, a escolha da tecnologia apropriada dependerá de vários fatores, como acordo com investidores.

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A localização exata de onde poderá ser construída a torre ainda não está definida, mas o arquiteto diz que a região de Ponta Negra é ideal, já que é um vetor de desenvolvimento da cidade, próxima ao aeroporto e tem boa infraestrutura.

Jardim diz que o projeto pode fazer o município se desenvolver e crescer economicamente por anos. “Pode também simbolizar o desenvolvimento nacional da arquitetura, de proteção ambiental nacional, pode servir de inspiração aos jovens da cidade e elevar Manaus ao cenário internacional”, diz.

Você acha que um projeto como este pode contribuir para o desenvolvimento da Amazônia? Comente!

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