
Baseado em fatos reais, o filme O Grande Herói, de 2013, relata um episódio da invasão norte-americana em território afegão em junho de 2005, durante a guerra contra o terrorismo. Na história, quatro fuzileiros navais de alto nível pertencentes ao SEAL (unidade especial da Marinha) são designados para uma missão de reconhecimento nos arredores de uma vila afegã com o objetivo de eliminar Ahmad Shah, um dos líderes do Talibã.
Os fuzileiros Mike, Danny e Axe, liderados por Marcus, aterrissam no local planejado e seguem a pé até os arredores da vila. Ao chegar lá, a equipe perde o contato com a base e o sinal do rádio vai enfraquecendo aos poucos até ficar totalmente mudo (aparentemente, os SEALs também usam a operadora TIM. Isento a MUNDO ESTRANHO e a Editora Abril de impasses jurídicos futuros por essa minha alegação).
Enquanto aguardam contato com seus superiores, eles aproveitam para descansar. Nesse momento, percebem uma movimentação suspeita cada vez mais próxima. Três pastores caminham na direção do grupo. Os fuzileiros permanecem imóveis para não serem descobertos, entretanto, são vistos e o quebra-pau come solto. Os pastores são imobilizados rapidamente e resta aos SEALs decidir entre matá-los e seguir adiante com o plano de eliminar Shah ou soltá-los e ir embora. Aparentemente, Marcus acredita na bondade dos seres humanos (menos na de um SEAL) e decide soltá-los e recuar, mesmo sendo duramente criticado pelos seus companheiros.
Manual de como relaxar na guerra, item 284: dar uma pausa no tiroteio para observar os pássaros é sempre revigorante
Pouco tempo depois, os quatro fuzileiros caem numa emboscada e são cercados por cerca de 250 talibãs nada felizes. A situação fica complicada. Numa região desfavorável, com pouca munição e sem comunicação, eles tentam fugir e apanham – e muito – dos inimigos. Nas horas seguintes, centenas de tiros são disparados e muito sangue é derramado. Depois de correr muito e se afastar do perigo, Marcus encontra um lago e aproveita para descansar um pouco na água gelada. Nesse momento, um grupo de árabes o encontra e oferece ajuda. Mas depois de apanhar bastante dos talibãs, você acha que ele iria confiar neles?
Agora vamos aos fatos técnicos. O filme é realmente muito bom, a fotografia é incrível e o realismo dos machucados é bem caprichado. Os maquiadores estão de parabéns. A equipe de efeitos especiais mandou muito bem. E a atuação do Mark Wahlberg também é muito boa, mesmo eu achando que ele não combina com esse tipo de filme.
“Como assim não tem mais de calabresa, cara? COMO ASSIM??!?!?!”
Uma dica: quando você começar a achar tediosa tanta perseguição, tiros e poucas falas, e sentir falta de uma trama mais elaborada, pense que você está assistindo a uma história baseada em fatos reais. Aquilo realmente aconteceu com os fuzileiros, o que deixa o filme ainda mais incrível de assistir (ou triste, se você for uma pessoa sentimental).
Recomendo assisti-lo num final de semana chuvoso, se tivermos a sorte de cair uma chuvinha em São Paulo.
Obs. 1: Essa resenha foi feita no dia 14/04. Caso tenha sido postada só hoje, culpe nosso sensei Victor!
Obs. 2: As resenhas do Luiz Felipe saem atrasadas porque eu não gosto muito dele. Com amor, Victor.