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Dá para adivinhar quem são seus amigos só de olhar a atividade cerebral

Sabe quando você tem a impressão de que pensou exatamente a mesma coisa que seu melhor amigo? Pois é, calhou que não é só impressão: é fato científico

Essa história de que os opostos se atraem é só isso: uma história. A verdade é que o Homo sapiens é um bicho narcisista que dói, e tem até o hábito peculiar (ou será perturbador?) de se casar com espécimes fisicamente parecidos com ele.

Prova disso é que a busca por semelhança vai muito além do rosto. Em um artigo científico publicado na Nature, a psicóloga Carolyn Parkinson, da Universidade da Califórnia, colocou um grupo de 42 pessoas – várias delas, amigas fiéis, outras só colegas – para assistir a vídeos de vários gêneros dentro de uma máquina de ressonância magnética. As opções iam de um documentário sobre o comportamento da água no vácuo a um vídeo de alerta sobre os perigos ortopédicos do futebol americano.

Resultado? Os BFFs – perdão pelo vocabulário de Orkut – reagem ao que estão vendo com padrões de atividade cerebral muito mais parecidos entre si que os da média. Sentem tédio ou prestam atenção nas mesmas cenas, e têm certas regiões do cérebro, como os circuitos de recompensa, ativados por estímulos similares.

O grau de semelhança entre os pensamentos de duas pessoas, de fato, é proporcional ao quanto elas são próximas na vida real. Se Parkinson e seus colegas tivessem em mãos, por exemplo, informações detalhadas sobre a atividade cerebral de todos os alunos de uma sala de aula em reação a um mesmo estímulo, poderiam compará-las e descobrir com notável precisão quem se dá bem com quem, e em que grau. Um verdadeiro detector de panelinhas.

Essa pesquisa é só a mais recente de uma série de experimentos que provam que nós, na média, gostamos mais de pessoas que são da nossa idade, país, grupo étnico e por aí vai. Até o DNA de nossos amigos tende a ser mais parecido com o nosso do que com o do resto da população. “Nossos resultados sugerem que amigos podem processar o mundo ao seu redor e prestar atenção nas coisas de formas parecidas”, afirmou Parkinson ao The New York Times. “Esse processamento compartilhado pode ser o responsável por fazer algumas pessoas se darem bem com facilidade e criarem aqueles laços sociais leves e sem esforço que são tão recompensadores.”

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