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Enciclopédia

Denis Diderot e Jean D·Alembert

NOME ORIGINAL_Encyclopédie (França)
EDIÇÃO EM FRANCÊS_ Art Stock; 2002 (apenas alguns trechos)


DO QUE TRATA

Contendo mais de 70 000 artigos e verbetes, a obra é um inventário de todo o conhecimento humano da época, nas mais diversas áreas: filosofia, ciências, matemática, história, religião, artes, entre outras. A princípio era composta por 28 volumes (sendo 17 de texto e 11 de ilustrações), organizados em ordem alfabética. Entre 1776 e 1780, outros editores publicaram mais sete volumes, totalizando 35. A Enciclopédia desafiou alguns dogmas da Igreja Católica ao incentivar o pensamento livre, encontrando resistência entre o clero.

QUEM ESCREVEU

A Enciclopédia foi idealizada e editada pelo filósofo e escritor francês Denis Diderot (1713-1784), com a colaboração do físico e matemático Jean D·Alembert (1717-1783), responsável pela parte de ciências e matemática. Mas os vários volumes foram escritos por um coletivo de autores, especialistas nas mais diversas disciplinas, chamados para sintetizar o conhecimento em sua área. Eram, na maioria, grandes nomes de seu tempo. Entre eles estão Montesquieu, Voltaire, Rousseau, Buffon, Quesnay, Grimm, d·Holbach e muitos outros. Durante a confecção da Enciclopédia, Diderot recebeu com freqüência contribuições espontâneas, às vezes de autores anônimos, com memórias, informações, observações, conselhos e esclarecimentos, muitos dos quais incluídos na obra final.

POR QUE MUDOU A HUMANIDADE

A Enciclopédia (que chegou a ser chamada de “o livro dos livros”) permitiu que, pela primeira vez, o conhecimento científico, artístico e filosófico da época estivesse à disposição do público em geral – incluindo aí todas as idéias liberais que vinham surgindo, sendo a coleção a principal reunião das teses iluministas até então. Seu caráter de divulgação universal do conhecimento inspirou a criação de outras enciclopédias, entre elas a Britânica. A obra organizada por Diderot é apontada como uma das mais importantes bases teóricas para a Independência Americana, em 1776, e para a Revolução Francesa, em 1789.