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Fuvest 2019: medo de matemática? 6 dicas para se dar bem na hora H

A SUPER conversou com o professor e youtuber Daniel Ferretto – e pegou uns conselhos para te ajudar durante a prova.

A segunda fase do vestibular da Fuvest, que dá ingresso à Universidade de São Paulo (USP), começa neste domingo (6). No primeiro dia de prova, os candidatos encaram uma redação sobre atualidades e dez questões de língua portuguesa e literatura. No segundo dia (que é segunda-feira, 7), há doze questões, cujas disciplinas variam conformem o curso escolhido pelo candidato. Todo mundo que está tentando carreira nas exatas vai se deparar com três, quatro ou até seis questões dissertativas de matemática. Alguns azarados das biológicas e humanas também precisam demonstrar sua perícia com os números.

A SUPER sabe que apoio moral nunca é demais, então nós conversamos com o gaúcho Daniel Ferretto – um dos professores de matemática mais populares do YouTube (veja seu canal aqui) – para pegar algumas dicas para a hora da prova. Vamos a elas:

Não tente estudar coisas novas

Sabe aquela equação que você não estudou? Aquela aula que você perdeu, aquela página do livro que passou batida? Pois é: um dia antes da prova, não dá mais tempo de correr atrás dela. É triste, mas é verdade. O melhor a se fazer nas horas que antecedem a prova é descansar, respirar fundo e se distrair. Caso você opte por ser um CDF padrão Hermione até o último segundo, a recomendação é revisar o conteúdo que você já estudou – e não tentar aprender conteúdos novos.

Comece pelo que você sabe.

Você deve resolver primeiro as questões com que tem maior familiaridade. Por uma série de motivos:

1. Se você deixar seu assunto favorito para depois, o cansaço pode te induzir a erros que você não cometeria normalmente. E aí você perde, de bobeira, pontos que estavam garantidos. Nas questões de disciplinas que você não domina, por outro lado, a chance de errar já é razoavelmente grande.

2. Começar a prova acertando dá uma boa dose de confiança. Começar errando te deprime, e seu rendimento cai.

3. Se você começar pelas questões que considera difíceis, pode desperdiçar um bocado de tempo nelas sem chegar a lugar nenhum. E aí não sobra tempo para resolver questões cujas respostas você sabe. Lembre-se: as questões difíceis têm o mesmo peso que as fáceis. E ter controle sobre o tempo é muito importante.

Não responda mais que o necessário – o corretor ignora seus excessos.

Se concentre nas palavras-chave, sem floreios: o corretor avalia muitas provas em um dia só, e não pode dedicar tanto tempo assim a cada questão. É compreensível que você queria demonstrar seu domínio sobre um determinado assunto. Mas encher linguiça, além de desperdício de tempo, pode deixar o essencial em segundo plano. “O aluno precisa ser claro e conciso, sem se alongar muito na explicação”, resume Ferretto.

Leia o enunciado com atenção – e extraia dele só o mais importante.

A Fuvest costuma embutir cálculos razoavelmente simples em questões com textos introdutórios bastante complicados. A ideia é ver se você consegue aplicar seus conhecimentos de matemática e física a uma situação real, em vez de simplesmente resolver um exercício de livro didático. Por isso, abstrair é essencial. Isole os dados que foram fornecidos, isole o dado a que você precisa chegar e tente reduzir a questão a seus elementos essenciais – sem o chantilly.

Deixe seu raciocínio claro – respostas parciais contam.

A prova de segunda fase não é preto no branco: o corretor pode te dar pontos parciais por ter encontrado o caminho certo para responder a questão – mesmo que você não chegue ao final. “O importante, nas discursivas, não é necessariamente alcançar a resposta correta”, garante Ferretto. “Inclusive, é possível que o aluno chegue à resposta correta e não alcance a pontuação máxima na questão. O desenvolvimento também conta.”

Por isso, dedique-se a demonstrar seu raciocínio passo a passo, sem perder o fio da meada. E imagine sempre que você está explicando um assunto complicado para uma pessoa leiga – como se fosse uma matéria da SUPER.

Não se preocupe em decorar todas as fórmulas.

“Não é mais assim”, diz Ferretto. “Nas décadas de 1980 e 1990, era preciso decorar uma tabela enorme.” A Fuvest, hoje, fornece boa parte das ferramentas que você precisa para resolver a questão. Você precisa ser bom de raciocínio, não de decoreba.

E por último, mas não menos importante: tente não surtar. Quando você sentir que não dá mais, vá ao banheiro, lave o rosto, respire fundo, coma chocolate e volte com sangue nos olhos. Boa sorte!