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Manual: como começar a fazer terapia?

Acha que não é para você? Não sabe por onde começar? É muito caro? A gente te dá o caminho das pedras.

Por Rafael Battaglia 15 dez 2021, 15h45

O primeiro passo…

Ilustração de 3 pessoas de diferentes idades e humores numa sala de espera.
Ana Carolina Oda/Superinteressante

…é reconhecer que você não está 100% – e tudo bem. O psicólogo é um profissional da saúde como qualquer outro, e procurá-lo não é sinal de fraqueza. Pelo contrário: a psicoterapia é um exercício de autoconhecimento, indicado para qualquer um que quer melhorar sua saúde mental.

A hora da busca

Ilustração de uma pessoa pesquisando terapeutas online.
Ana Carolina Oda/Superinteressante

Peça indicações de amigos que já fizeram terapia, mas não atire no escuro: dê uma olhada no LinkedIn ou no Lattes (o currículo acadêmico) do seu profissional para saber se ele é qualificado. Procure ler sobre as várias abordagens: terapia cognitiva-comportamental, psicanálise etc.

A primeira consulta

Ilustração de um terapeuta ouvindo a paciente ler muitas anotações.
Ana Carolina Oda/Superinteressante
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O psicólogo explica a ética da profissão, o sigilo das informações do paciente e como as consultas vão funcionar. No mais, é um bate-papo com o terapeuta, no qual ele faz perguntas sobre a sua vida e os motivos que o levaram a procurá-lo. Vale fazer uma listinha de queixas e tópicos para não ficar paralisado.

Deu match?

Ilustração de um match entre paciente e terapeuta.
Ana Carolina Oda/Superinteressante

Pode demorar até que se estabeleça uma boa relação com o terapeuta. Se isso não acontecer, tente outros até encontrar um que se encaixe com você. E não se dê alta antes da hora: mesmo que as suas queixas iniciais passem, fale com o profissional antes de interromper o tratamento.

Doeu no bolso?

-Planos de saúde cobrem algo entre 12 e 40 sessões anuais conforme os critérios em que se enquadra o paciente. É possível solicitar reembolso total ou parcial caso o psicólogo não seja credenciado.

-Faculdades de psicologia possuem clínicas onde os alunos atendem sob orientação. Costuma haver fila de espera, mas as consultas são gratuitas (ou custam um valor simbólico).

-Programas de pós-graduação oferecem serviços similares de atendimento solidário, que seguem a especialidade da instituição (terapia junguiana, existencial-fenomenológica etc.).

-Por fim, vários profissionais dedicam parte da sua carga de trabalho para consultas pro bono ou a valores sociais, mais em conta. Se sua renda é baixa, converse sobre essa possibilidade.

Fontes: Ana Carolina Alem Giglio, psicóloga clínica e mestre em neurociência pelo Mackenzie, Thaís Cristina Marques dos Reis, doutoranda no Programa de Psicologia Clínica da USP.

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