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Pobre Prêmio Nobel

Quanto vale um Prêmio Nobel? Em matéria de prestígio, é o máximo. Não há cientista, escritor ou homem de Estado que não sonhe com a honraria, concedida desde 1900, em obediência ao ultimo desejo do multimilionário industrial sueco Alfred Nobel, o arrependido inventos da dinamite. Ele mandou investir toda a sua fortuna e usar o juros para recompensar todo ano luminares da Física, Química, Medicina e Literatura, além de pessoas com extraordinários serviços à causa da paz. Em 1968, a Fundação Nobel, que administra a herança, resolveu estender a premiação à área de Economia.

Se o valor simbólico do prêmio é incalculável, o mesmo não se pode dizer do valor matéria. E aí os cálculos indicam um problema que não tinha passado pela cabeça do velo Nobel – a inflação. Pois é: os imutáveis 340 mil dólares ( algo como 25,5 milhões de cruzados , ao câmbio de dezembro) a que cada premiado faz jus desde 1900, embora ainda formem uma bolada respeitável, compram a metade do que compravam na virada do século. O motivo é que nesses 87 anos a inflação norte-americana bateu nos 100 por cento – uma gota de água perto da inflação brasileira, que neste século já acumulou a astronômica variação de 3,3 bilhões por cento. Os curadores da Fundação Nobel querem abrir o capital da instituição para restabelecer o valor original do prêmio. Talvez devessem aconselhar-se antes com o professor norte-americano Robert Sollow. Afinal, ele ganhou o prêmio Nobel de economia do ano passado.

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