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Quem é quem no Tropa 2

O Coronel Nascimento (Wagner Moura) não é um mocinho à moda antiga, daqueles que ainda mandam flores à ex-namorada.

Em Tropa de Elite 2, ele fala grosso e à base de sopapos com quem se mete em uma de suas duas guerras particulares. A primeira, épica, contra os bandidos, com tiroteio, ação e aventura. E aquela mais suada, de todo dia, irritante: com a própria família.

No segundo capítulo da saga, Nascimento se separa da amada Rosane (Maria Ribeiro) e ganha um rival na disputa pelo coração do filho adolescente, Rafael (Pedro van Held): o Deputado Fraga (Irandhir Santos). Pois é.

Porque, no final, não importam quantos vagabundos o Coronel Nascimento mande para a cadeia ou de quantos atentados ele tenha conseguido escapar. Ele tem de disputar com o “defensor dos direitos humanos” aquilo que lhe é mais caro.

Num dia, você quer xingar o sujeito porque ele esculhambou uma operação do seu batalhão. No outro, você também quer xingar o Deputado – mas porque fica enchendo a cabeça do seu filho.

Como se não bastasse, o mundo parece ter entrado em parafuso. O grande amigo, o ex-aspira Mathias (André Ramiro), se torna Capitão e exemplo de caveira. O problema é que ele é tão ou mais estourado do que o Nascimento. E um tiro de Mathias contra o traficante Beirada (Seu Jorge) faz com que o herói deixe a farda para usar terno e gravata – o que não lhe cai bem, diga-se.

Haja paciência. Como se não pudesse piorar (mas piora), ele entra na Secretaria de Segurança Pública e encontra sujeitos tão desagradáveis quanto Fortunato (André Mattos), o apresentador histérico de um programa policial de TV muito ligado ao governador e ao secretário da pasta.

E, para acrescentar ainda mais emoção, corruptos como Russo (Sandro Rocha), da frase “Quem quer rir tem que fazer rir” do Tropa 1, e o Tenente-Coronel Fábio (Milhem Cortaz) ressurgem como vilões muito mais perigosos do que o primeiro filme faz parecer. Depois dessa, o Coronel Nascimento precisa de férias ou de um bom analista.