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5 museus de ciência brasileiros que você precisa conhecer

No Dia Internacional de Centros e Museus de Ciência, não importa onde você esteja: visite um. O Brasil é rico em acervos sobre o tema. Conheça alguns deles

Você já visitou um museu voltado só à ciência? Neste sábado (10), comemora-se o Dia Internacional de Centros e Museus de Ciência, e o Brasil é rico em estabelecimentos focados nisso.

Mostrar as ciências naturais por meio de objetos e de momentos da nossa história é o fundamento desses museus. E, para comemorar a data, a SUPER te dá uma mãozinha: separamos cinco deles para você visitar já neste fim de semana.

1. Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo – São Paulo (SP)

 (Mike Peel/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0))

A origem dessa aula de biologia em forma de museu está fortemente ligada ao início de outro museu da USP: o Museu do Ipiranga (ou Museu Paulista). Em 1890, o Conselheiro Francisco Mayrink doou ao Governo do Estado de São Paulo uma enorme coleção de história natural, que havia sido reunida pelo coronel Joaquim Sertório desde 1870. De início, todo esse acervo foi incorporado ao Museu Paulista.

Foi só em 1941 que todo o material zoológico foi transferido para o edifício que hoje ocupa, atrás do Museu do Ipiranga. Em 1969, o museu de zoologia passou a fazer parte da Universidade de São Paulo e recebeu seu nome atual. Em 2011, fechou ,as portas para uma grande reforma e reabriu em 2015 totalmente repaginado.

O local possui mais de 10 milhões de exemplares preservados e guarda testemunhos únicos sobre espécies e ecossistemas – alguns até já extintos. Réplicas de dinossauros, diversas espécies de animais e até a grande teoria de Charles Darwin é explicada por meio de painéis didáticos. Um dos mais interessantes mostra uma seleção de crânios que vão dos primeiros hominídeos até nós, homo sapiens.

Atualmente, o Museu de Zoologia é detentor de um dos maiores acervos zoológicos da América Latina.

2. Museu de Ciência e Tecnologia PUCRS – Porto Alegre (RS)

 (Felipe Miguel/Wikimedia Commons)

As ciências naturais ficam muito mais legais quando você vê as aplicações práticas delas. Essa é a proposta de muitos museus pelo mundo, e um dos mais legais, destaque na América Latina, é o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Ele tem atividades para todas as idades e traz exposições sobre o Universo, a Terra, o meio ambiente e a espécie humana.

Uma das atividades mais curiosas, sem dúvida, é um giroscópio humano – que os visitantes podem experimentar. Igual aos usados em treinamentos de astronautas, ele simula um ambiente de baixa gravidade usando truques físicos simples. Fica a dica: se você quiser testar a engenhoca, é melhor chegar cedo. Essa é uma das atrações mais concorridas, com filas enormes. Além dele, há outros 700 experimentos interativos, que cobrem inúmeras áreas do conhecimento.

3. Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Belém (PA)

 (Emerson Santana Pardo/Wikimedia Commons)

O MPEG, também chamado de “O Museu da Amazônia”, é o maior acervo da diversidade biológica e sociocultural da Floresta Amazônica. A ideia de criar o espaço surgiu no auge das missões naturalistas da floresta, no século 19. Fundado em 1866, ele é um dos mais antigos museus do país. Hoje, leva o nome do zoólogo suíço Emílio Goeldi, que veio ao Brasil para trabalhar no Museu Nacional (RIP), mas se dedicou a salvar o instituto paraense da depreciação. Goeldi administrou a área entre 1894 e 1907.

O museu tem a missão de catalogar e analisar todo o conhecimento proveniente da fauna e flora da região, tornando-o público e contribuindo para a formação da memória cultural. Atualmente, é um dos maiores museus brasileiros, com cerca de 4,5 milhões de objetos tombados, reunidos em 17 grandes coleções. Ele se destaca também na pesquisa científica, na pós-graduação e conservação de acervos.

Assim como outros, o MPEG quase encerrou suas atividades por falta de verba em 2017. Mas, graças a uma vaquinha feita pelos paraenses que injetou mais de R$ 8 milhões no orçamento do museu, ele encerrou suas contas no azul e não corre mais o risco de fechar as portas.

4. Museu das Minas e do Metal – Belo Horizonte (BH)

Uma das preciosidades localizadas no Circuito Cultural Praça da Liberdade, no centro de Belo Horizonte, que reúne diversos espaços culturais. O Museu das Minas e do Metal fica em um prédio histórico, inaugurado em 1897, tombado pelo Iepha/MG e aberto ao público em 2010. Ele abriga um enorme acervo sobre a mineração e metalurgia de Minas Gerais e é um dos principais ativos culturais do Estado.

O museu está basicamente dividido em três: o chamado Prédio Rosa, que apresenta os segredos da construção histórica; a parte das Minas, que conta com um percurso completo pelas principais minas do Estado – ferro, ouro, manganês, zinco, nióbio, bauxita, diamante, gemas, calcário, grafita e água mineral; e, por último, a parte do Metal, que mostra a importância do metal para a humanidade, desde tempos remotos.

Além disso, o visitante pode fazer ações interativas, como medir a quantidade de metal presente no próprio corpo e criar compostos em uma tabela periódica tecnológica.

5. Museu do Amanhã – Rio de Janeiro (RJ)

 (Mario Roberto Duran Ortiz/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0))

O caçulinha da lista, inaugurado em 2015, tem uma arquitetura futurista e é todo sustentável. Com o convite “Vamos, juntos construir os Amanhãs que queremos?, sua exposição principal tenta projetar cenários para os próximos 50 anos relacionados a biodiversidade, tecnologia, clima, conhecimento e longevidade. É como se você pegasse toda a bagagem vista nos museus anteriores e, a partir dela, brincasse com as possibilidades do futuro. Mas de forma séria, claro.

Os dados presentes no museu são constantemente atualizados com base em pesquisas produzidas em instituições cientificas do mundo todo, como o MIT (Massachussets Institute of Technology), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a própria a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

As exposições temporárias também são um show à parte: a exposição Serra da Capivara: os mais antigos vestígios da povoação na América?, apresentada neste sábado, reúne imagens feitas pelo fotógrafo pernambucano André Pessoa, apresentando o trabalho arqueológico realizado no parque piauiense.

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