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Barbie: saiba quem são as cientistas homenageadas em nova coleção

A fabricante de brinquedos Mattel resolveu homenagear pesquisadoras envolvidas na luta contra o coronavírus, incluindo a brasileira Jaqueline Goes de Jesus.

Por Carolina Fioratti Atualizado em 6 ago 2021, 18h58 - Publicado em 6 ago 2021, 18h51

Nesta semana, a Mattel Inc. lançou seis bonecas Barbie em homenagem a cientistas e médicas que atuaram na linha de frente da pandemia de Covid-19. A iniciativa faz parte do programa #ThankYouHeroes (“Obrigado, heróis”, em português), lançado em 2020 na plataforma Play it Forward da empresa. O objetivo é dar visibilidade e reconhecimento aos profissionais essenciais que trabalharam pelas comunidades em tempos de crise. 

As novas Barbies, contudo, não serão comercializadas. Foi feito apenas um exemplar de cada boneca para ser entregue às homenageadas. Por outro lado, a Mattel anunciou que, para cada Barbie enfermeira, médica ou paramédica vendida na Target (rede de varejo americana) durante o mês de agosto, serão doados US$ 5 para a First Responders Children’s Foundation (FRCF), organização que oferece apoio financeiro a crianças que perderam um dos pais durante sua atuação como socorristas. 

Imagem mostrando as Barbies inspiradas em cientistas da vida real.
Mattel/Divulgação

Tanto a Mattel quanto as pesquisadoras envolvidas também esperam que as bonecas sirvam de incentivo para que meninas sigam em carreiras que envolvam saúde e ciência. Abaixo, conheça um pouco mais cada uma das homenageadas:

Audrey Cruz

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Formada pela Universidade de Nevada, nos EUA, a médica trabalha em um hospital em Las Vegas. Além disso, produz conteúdo no Instagram para mais de 112 mil seguidores. Por lá, ela mostra como é conciliar o serviço com a maternidade e outros temas cotidianos. Audrey também é formada em engenharia elétrica pela mesma universidade, mas não exerce a profissão.

Cruz não trabalhou apenas na linha de frente durante a pandemia de Covid-19, como também atuou junto a outros médicos no combate ao preconceito racial e a discriminação contra profissionais asiático-americanos. Juntos, os profissionais fizeram um vídeo em que mostraram algumas falas que escutavam de pacientes dentro de seus locais de trabalho e pediam por respeito.

Jaqueline Goes de Jesus

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A pesquisadora é pós-doutoranda no Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) e esteve na equipe que sequenciou o genoma do Zika vírus. O trabalho de seu grupo relacionado à Covid-19 foi coordenado pela imunologista Ester Cerdeira Sabino.

Logo que o primeiro caso de Covid-19 foi relatado no Brasil, em 26 de fevereiro de 2020, a pesquisadora baiana iniciou o sequenciamento do genoma do vírus. Levou apenas 48 horas para que tivéssemos o resultado, tempo bem abaixo da média mundial, que é de 15 dias. Os seus esforços permitiram que fosse feita uma diferenciação entre o Sars-CoV-2 que circulava em Wuhan e aquele recém-chegado ao nosso país, que estava mais próximo das variantes detectadas na Alemanha no fim de janeiro do ano passado. 

Kirby White

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No início da pandemia, diversos hospitais enfrentaram a falta de equipamentos de proteção individuais (EPIs). Com a falta de batas (aventais) descartáveis, alguns profissionais começaram a usar capas de chuva – ou até mesmo realizar atendimentos sem proteção. As médicas australiana Kirby White e Nicole Townsend resolveram agir, e desenvolveram batas que poderiam ser lavadas e reutilizadas.

Elas lançaram a iniciativa Gowns for Doctors, e conseguiram mais de US$ 40 mil de investimento por meio de doações. Voluntários e empresas têxteis do estado de Victoria ajudaram a tornar possível o oferecimento de EPIs reutilizáveis.

  • Sarah Gilbert

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    Este é o nome por trás da vacina AstraZeneca, uma das quatro oferecidas aqui no Brasil. A professora de vacinologia liderou o desenvolvimento do imunizante na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Os seus trabalhos começaram no início de 2020, quando as notícias sobre o coronavírus na China começaram a ganhar força. Hoje, a vacina é a mais usada em todo o mundo, com doses enviadas para mais de 170 países.

    Sarah também é especializada no desenvolvimento de vacinas contra o vírus influenza e outros patógenos virais emergentes. Além disso, a britânica é co-fundadora da empresa de biotecnologia Vaccitech, fundada em 2016 com o objetivo de desenvolver vacinas e imunoterapias para doenças infecciosas e alguns tipos de câncer. 

    Chika Stacy Oriuwa

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    Além de residente em psiquiatria da Universidade de Toronto, no Canadá, Chika Stacy Oriuwa é também poeta, escritora e defensora das populações marginalizadas. A jovem luta contra o racismo sistêmico na área da saúde, que se acentuou durante a pandemia. Chika, que sofreu racismo em 2016 por ser a única aluna negra da turma de medicina, se tornou em 2020 a primeira mulher negra a ser selecionada como a única oradora da faculdade. 

    Amy O’Sullivan 

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    A enfermeira Amy O’Sullivan atendeu o primeiro paciente com Covid-19 de Nova York. Infelizmente, ele não resistiu à doença, e a profissional, que ainda não usava nem mesmo equipamentos de proteção, acabou sendo infectada. Amy foi intubada, se recuperou e voltou para a linha de frente. No ano passado, ela foi eleita como uma das 100 pessoas mais influentes pela revista TIME.  

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