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Bebê de capa de disco do Nirvana está processando a banda por pornografia infantil

Spencer Elden, agora com 30 anos, pede indenização de US$ 150 mil para cada réu envolvido no processo. Entenda o caso.

Por Carolina Fioratti 25 ago 2021, 16h46

O álbum Nevermind, o segundo lançado pela banda Nirvana, em 1991, vendeu 30 milhões de cópias em todo o mundo. Ele não ficou conhecido apenas por suas músicas célebres, como Smells Like Teen Spirit, Come As You Are e Lithium, mas também pela capa, que traz a imagem de um bebê nu nadando em direção a uma nota de dinheiro. 

O bebê da foto é Spencer Elden, um americano que hoje tem 30 anos de idade. Elden, que era pequeno demais para se lembrar de qualquer detalhe da sessão de fotos, está agora processando a banda por pornografia infantil. Em uma cópia do processo, obtida pela revista Variety, é alegado que os réus envolvidos na capa, ao usar a imagem, exploraram a criança para chamar a atenção do público e impulsionar as vendas. 

O uso de fotos de bebês nus sem conotação sexual não é considerado pornografia infantil pelas leis americanas, mas Robert Y. Lewis, advogado de Elden, defende que a inclusão do dólar na imagem faz com que o bebê pareça um “trabalhador do sexo”. A defesa pede indenização de US$ 150 mil a cada réu envolvido no processo, desde os sobreviventes da banda Dave Grohl e Krist Novoselic, até as várias gravadoras existentes ou extintas que distribuíram o álbum nas últimas décadas. Sobrou até para o baterista original da banda, Chad Channing, que saiu do grupo em 1990, antes da foto ser tirada e do álbum ser lançado.

O clique foi feito quando Elden tinha apenas quatro meses de idade. Em 2008, seu pai falou à National Public Radio dos EUA sobre o episódio. O responsável conta que recebeu um telefonema de Kirk Weddle, fotógrafo e amigo da família, convidando-o para o centro aquático Rose Bowl, na Califórnia. Lá, o bebê Elden posaria para algumas fotos em troca de US$ 200. De acordo com o processo, não foi assinado nenhum termo de autorização do uso de imagem.

A família só soube que fim tiveram as imagens dois meses depois, quando se deparou com o disco na parede da loja de varejo Tower Records. Com um ano, Elden recebeu da gravadora Geffen Records um disco de platina e um ursinho de pelúcia. Em entrevistas anteriores, o americano contou que chegou a procurar Grohl e Novoselic para questionar seus direitos de forma amigável, mas nunca obteve retorno. 

Elden parece ter vivido momentos conflituosos devido à fama precoce. Apesar de ter tatuado “Nevermind” no peito e ter recriado a capa do álbum em diversas ocasiões (sempre de bermudas), em 2016 disse ao tablóide New York Post que não estava tão satisfeito com sua notoriedade. “É difícil não ficar chateado quando você ouve quanto dinheiro esteve envolvido… [Quando] eu vou a um jogo de beisebol e penso sobre isso: ‘Cara, todo mundo neste jogo provavelmente viu meu pequeno pênis de bebê’, eu sinto como se parte dos meus direitos humanos tivessem sido revogados”.

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