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David Lynch dirigiu mini-episódios de Twin Peaks para uma marca japonesa de café

Enquanto não chega a terceira temporada oficial, vale conferir o agente Dale Cooper resolver um caso misterioso com a ajuda de boas latinhas de café

Por Jessica Soares Atualizado em 31 out 2016, 19h03 - Publicado em 27 nov 2015, 19h50

A profecia de Laura Palmer está prestes a se concretizar – como ela avisou no último episódio de Twin Peaks, exibido originalmente em 1991, o agente Dale Cooper estava destinado a revisitar a cidadezinha misteriosa criada por David Lynch e Mark Frost dali a 25 anos. Para os fãs da série, o fatídico (e aguardadíssimo) retorno vai chegar um ano depois do previsto: os 18 episódios da terceira temporada serão exibidos no canal Showtime em 2017. Mas o que Laura não previu foi que, bem antes da data anunciada, David Lynch resolveria dar uma passadinha na cidade para promover uma versão enlatada japonesa da bebida favorita do agente mais excêntrico do FBI.

Em 1993, o cineasta responsável por Veludo Azul (1986) e Cidade dos Sonhos (2001) topou gravar quatro comerciais para a Georgia Coffee, popular marca japonesa de bebidas à base de cafeína. Além do retorno de Kyle MacLachlan no papel do icônico amante de boas xícaras de café, outros rostos conhecidos aparecem nos comerciais: a amigável garçonete Shelly Johnson (interpretada por Madchen Amick), a doce secretária Lucy Moran (Kimmy Robertson), os delegados Andy Brennan e Hawk (vividos por Harry Goaz e Michael Horse, respectivamente) e a saudosa moça do tronco, vivida pela atriz Catherine E. Coulson, que faleceu em setembro. 

No primeiro episódio, Lost (“Desaparecida”, acima), Cooper é recrutado para investigar o desaparecimento de uma jovem chamada Asami. O marido da jovem apresenta ao agente as pistas: a foto de um local remoto, onde encontraram uma fotografia da jovem desaparecida e a cabeça empalhada de um cervo – com a ajuda de uma latinha de café, o detetive reconhece o símbolo do posto de gasolina Big Ed’s, o que os leva ao segundo episódio/comercial.

Em Cherry Pie, a dupla encontra o carro de Asami e, no banco de passageiros, um enigmático conjunto de bolas vermelhas de bilhar que, é claro, lembram Cooper do acompanhamento perfeito para uma boa xícara (ou lata) de café: a icônica torta de cereja, sobremesa vista tantas vezes no seriado que também dá nome ao micro-episódio. Ao revisitarem a lanchonete Double R para uma fatia da delícia doce, Shelly entrega a eles mais uma peça do mistério: um tsuru vermelho de origami. 

De volta à delegacia para o terceiro episódio, Mistery of G (“O mistério de G”), a sétima letra do alfabeto, encontrada no pássaro de papel e formada pelos pontos no mapa ligados ao mistério, apontam para o local mais esquisito e misterioso da série: o Black Lodge. 

Em The Rescue (“O resgate”), Cooper encontra Asami atrás das icônicas cortinas vermelhas do misterioso e maligno cômodo extra-dimensional e, é claro, a jovem está falando de trás pra frente antes de ser resgatada pelo agente do FBI e reencontrar seu amado para tomar um cafézinho. Mais lynchiano impossível.

Via Open Culture e Hit Fix

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