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Escolhas

1. Aliens entre nós
Foi demitido? Siga as dicas de Neill Blonkamp, diretor sul-africano que foi cortado da adaptação para o cinema do game Halo e deu o troco com Distrito 9.

Conte com os amigos: Neill apelou a Peter Jackson, ex-produtor de Halo, que lhe deu US$ 30 milhões para fazer o que quisesse.

Não arrisque: o filme reconta a história de um curta de Neill – ETs pousam em Johanesburgo e são confinados em um gueto. É uma parábola do apartheid.

Cuide da sua grana: a maior parte do dinheiro foi para os efeitos. O resto Neill fez render, com atores anônimos e locações reais (um lixão e uma favela).

DISTRITO 9, nos cinemas dia 14 de outubro.

2. A cereja do bolo
Muletas de linguagem tornam escrever muito fácil, é aí que mora o perigo. Basta começar e já estamos digitando coisas como “é aí que mora o perigo”, “basta começar”, “coisas como”. Na falta de um botão do Word que dê uma busca nos clichês, o guia lançado pelo jornalista Humberto Werneck cataloga 4500 deles, auxiliando quem busca a originalidade.

O PAI DOS BURROS, Humberto Werneck, Arquipélago Editorial, 205 páginas, R$ 30.


3. Comece no cinema, termine na livraria
O roteirista de HQs Greg Rucka sabe escrever sobre mulheres duronas. Ele já teve passagens pelos gibis da Mulher Maravilha e de Elektra, mas estourou mesmo com a agente federal Carrie Setko, que investiga um crime no Pólo Norte em Whiteout. Os quadrinhos já renderam a sequência Ponto de Fusão e agora chegam aos cinemas como Terror na Antártida.

TERROR NA ANTÁRTIDA, nos cinemas dia 2 de outubro.

WHITEOUT: PONTO DE FUSÃO, Greg Rucka e Steve Lieber, Devir, 112 páginas, R$ 21,50.


4. Aquele abraço
Entender a mente de Chacrinha é como tentar descascar um (troféu) abacaxi. O documentário Alô, Alô Terezinha atira (bacalhau) para todos os lados, com cenas clássicas de seu programa na Tupi e na Globo e entrevistas de vários artistas da época. Já os depoimentos das chacretes honram o Velho Guerreiro: vieram para complicar, não para explicar…

ALÔ, ALÔ TEREZINHA, nos cinemas dia 14 de outubro.


5. Pode acreditar
O apelo de Lie to Me é bem claro: aprender a identificar, pela linguagem corporal, quando alguém está mentindo. Cal Lightman é um expert no assunto e vende seu talento a policiais e advogados. Se a gente dissesse, por exemplo, que a série não lembra nem um pouco The Mentalist, no Warner Channel, Cal certamente perceberia nossos olhos virando para a direita, um leve aumento no tom agudo da nossa voz…

LIE TO ME, a partir de 29/9, às 22h, no canal Fox.


6. Amei a pintura, mas vou levar a camiseta

Parra, ilustrador holandês venerado por designers de todo o mundo, faz até o dia 10 de outubro sua primeira exposição individual na Alemanha. A mostra foi batizada de I Like the Tee Shirt but I Will Get the Painting, mas, sendo duro e morando no Brasil, você pode ficar com uma camiseta mesmo. Custam cerca de – 30 e são entregues aqui.

rockwellclothing.com


7. Bem no Google
Digite seu nome e ele constrói um painel com textos, fotos, twitter, blogs e vídeos relacionados a você. Também funciona com coisas, temas, dilemas…

http://www.spezify.com

Este site faz uma varredura do seu nome na internet. O resultado é um gráfico que diz quem é você.

personas.media.mit.edu

8. “Todos os entrevistados estão em liberdade”
Depois de 25 anos de clínica e 19 mil voluntários entrevistados, o psicanalista britânico Brett Kahr garante: qualquer fantasia sexual é normal. Ainda que ela envolva a Margareth Thatcher. Em seu livro, um extenso relatório no melhor estilo Kinsey, estão descritas mais de 1 000 fantasias. Os relatos são a base para uma análise instigante dos desejos sexuais e o que eles dizem sobre nós.