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O que São Paulo e a Califórnia têm em comum?

Os estados são os mais ricos de suas nações: em 2002, a Califórnia gerou 14,5% do Produto Interno Bruto americano (1 503 trilhões de dólares) e São Paulo, 34,95% do brasileiro (302 bilhões de dólares).

Iara Crepaldi

Califórnia e São Paulo têm muito em comum, guardadas as devidas proporções. Os estados são os mais ricos de suas nações: em 2002, a Califórnia gerou 14,5% do Produto Interno Bruto americano (1 503 trilhões de dólares) e São Paulo, 34,95% do brasileiro (302 bilhões de dólares). Conseqüentemente, são grandes investidores em tecnologia. O Vale do Silício californiano, ao redor da Universidade Stanford, é o berço da internet e um dos principais produtores de alta tecnologia do mundo. Nos arredores da Unicamp (interior de São Paulo), o “Vale do Silício brasileiro” abriga, em 21 municípios, mais de 110 empresas de tecnologia – como IBM, Compaq e Lucent –, responsáveis pelo primeiro chip de computador nacional e por um PIB de 60 bilhões de dólares em 1991 (9% do brasileiro e igual ao do Chile). Maior produtora mundial de cana-de-açúcar e álcool, a região de Ribeirão Preto detém um dos maiores índices de qualidade de vida do país – por isso, é conhecida como a “Califórnia Brasileira”.

Ricos, os estados atraem imigrantes e são populosos. São Paulo tem 36 milhões de habitantes, a Califórnia, 35 milhões. Um entre quatro moradores da Califórnia não é americano. São Paulo recebeu, entre 1882 e 1978, 2,5 milhões de imigrantes de 60 etnias. Cosmopolitas, esses estados são os de maior representatividade homossexual em seus países. São Paulo tem a terceira maior parada gay do mundo (800 mil pessoas em 2003). A maior é a de São Francisco, Califórnia, com 1 milhão de participantes (a segunda é a de Toronto, Canadá).

Atualmente, o crescimento do skate fortalece outro paralelo entre os estados. Criado na Califórnia nos anos 60, o esporte encontrou em São Paulo seu principal público. Atualmente, assim como a Califórnia nos Estados Unidos, São Paulo é maior centro de skate no Brasil. A capital do estado abriga a maior pista coberta da América Latina e lançou dois campeões mundiais: Sandro Dias (2003) e Carlos de Andrade (2000).