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Shrek, lançado há 20 anos, foi inspirado em um livro infantil de 1990

O ogro criado pelo ilustrador William Steig soltava laser pelos olhos e tem uma história diferente do enredo do filme, que revolucionou as animações.

Por Carolina Fioratti
Atualizado em 20 Maio 2021, 18h02 - Publicado em 20 Maio 2021, 17h58

No dia 18 de maio de 2001, 20 anos atrás, chegava aos cinemas dos EUA o filme que iria revolucionar a indústria da animação. Shrek, uma sátira aos contos de fadas, tornou-se o primeiro vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação, em 2002. O sucesso garantiu ainda três sequências, especiais de natal, spin-off e até musical da Broadway. 

Isso você já sabe. O fato menos conhecido é que, na mesma noite em que o filme levou a estatueta de Melhor Animação, ele concorria também ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Pois é: a ideia do ogro rabugento e seu amigo burro não veio da cabeça dos diretores Andrew Adamson e Vicky Jenson. Na verdade, isso saiu da mente escritor e ilustrador americano William Steig, em 1990, aos 83 anos de idade. 

O livro Shrek! é apenas uma das mais de 30 obras que Steig escreveu durante sua vida. A palavra “Shrek” é derivada do alemão “Schreck”, que significa “medo” ou “susto” – possivelmente escolhida devido a aparência do ogro. A aparência da criatura monstro de Steig é parecida com a dos filmes, com a diferença que, nos livros, ele é capaz de soltar laser pelos olhos. 

Há outras diferenças também entre o enredo do livro e do filme de 2001. O Shrek original vive no pântano com seus pais. Ao atingir a maioridade, os pais decidem que é hora do ogro tomar um rumo na vida – e o expulsam de casa. Em sua caminhada, ele encontra uma bruxa que prediz seu futuro: Shrek irá encontrar um burro e, juntos, irão até um castelo salvar uma princesa tão feia quanto ele. No final, o ogro e a terrível donzela viverão “horríveis para sempre”. 

No ano de seu lançamento, a obra de Steig levou dois prêmios: Melhor Livro Infantil, pela Publishers Weekly, e Melhor Livro, pela School Library Journal. Steig é conhecido ainda por outras obras notáveis, como Silvester e a Pedrinha Mágica e Dr. De Soto. O segundo, inclusive, ganhou uma adaptação para o cinema e chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Curta de Animação em 1985.

Steig só entrou no ramo dos livros infantis depois dos 60 anos. Antes, trabalhava como ilustrador em revistas como a The New Yorker, na qual produziu mais de 117 capas. O cartunista morreu em 2003, aos 95 anos, e o filme Shrek 2, lançado em 2004, traz uma homenagem aa ele em seus créditos.

A adaptação

Os direitos do livro foram adquiridos em 1991 pelo diretor Steven Spielberg, que pretendia adaptá-lo para o cinema. Três anos depois, ele fundou a DreamWorks Animation junto de David Geffen e Jeffrey Katzenberg, o que levou o próprio estúdio a negociar a cessão de Shrek. O acordo foi fechado em US$ 500 mil (US$ 900 mil hoje).

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O filme começou a ser desenvolvido em 1995, seis anos antes da estria. Contribuíram para o sucesso do longa os atores Eddie Murphy, Cameron Diaz e Mike Myers, que dublaram, respectivamente, Burro, Fiona e Shrek. Myers, vale dizer, não foi a primeira escolha para o protagonista. Chris Farley, comediante do Saturday Night Live, chegou a gravar várias falas do ogro, mas morreu em 1997, aos 33 anos.

Antes de estrear nos cinemas mundo afora, o filme competiu no prestigiado Festival de Cannes, na França. Foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 500 milhões, e catapultou outros hits, como as músicas “All Star” e “I’m a Believer”, da banda Smash Mouth, até hoje associadas à animação.

No Oscar de 2002, bateu grandes adversários, como Monstros S.A, da Disney/Pixar. A ironia: Jeffrey Katzenberg havia acabado de deixar seu trabalho como presidente da Disney, e seu primeiro filme produzido na DreamWorks era, justamente, uma sátira dos contos de fada (e, consequentemente, das animações clássicas da empresa do Mickey).

Shrek quebrou o monopólio da Disney no mundo dos desenhos com piadas mais “sujas” e bem menos magia. Um novo (e lucrativo) modelo de animação.

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