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Criaturas fantásticas

Eles são feios, maus, peludos e geralmente malcheirosos. Sorte sua que, até agora, ninguém conseguiu provar a existência desses monstrengos

Manuela Aquino

Yeti

O peludão Yeti seria um habitante das montanhas do Himalaia, entre o Tibete e o Nepal. O nome Yeti vem da palavra xerpa yet-teh e significa “aquela coisa”. A lenda chegou ao ocidente em 1889, quando pegadas do bicho teriam sido vistas pelo major britânico L. A. Waddell. Na época, o Yeti já fazia parte do imaginário dos tibetanos. Na década de 1920, um grupo de alpinistas disse ter visto no Everest um monstro de cerca de 2 metros se movendo na neve, onde deixou pegadas de cerca de 25 centímetros. Foi o chefe da expedição, major Howard Bury, que deu à criatura o nome de Abominável Homem das Neves. Cerca de quarenta anos depois, o pesquisador texano Edmund Hillary comandou uma expedição para examinar possíveis provas do monstro. Examinou uma pata e um antebraço guardado em um convento de lamas de Makulu. Concluiu que se tratava de restos de um leopardo.

Há quem ache que exista mais de um tipo de Yeti. Um deles seria o Meh-teh, descrito pelo zoologista Edward Cronin como um animal peludo de cabeça em forma de cone. O outro seria o Dzu-teh, muito semelhante a um urso. O terceiro, Teh Ima, viveria na região tropical da Ásia. O alpinista japonês Yoshiteru Takanashi, por exemplo, planeja para este ano uma expedição para tentar encontrar o Yeti no Nepal.

Macaco-gambá

Esta criatura nunca fez mal a ninguém, a não ser por seu fedor peculiar. O macaco-gambá da Flórida seria um animal grande e nunca capturado, apesar de habitar uma das regiões mais populosas da América do Norte. No começo do século 20, o animal era descrito como um pequeno chimpanzé peludo e malcheiroso. Mas a lenda ganhou força a partir de 1970, quando pessoas disseram ter visto um bípede alto e pesado. Em comum com o anterior, o cheiro de ovo podre. Em 1975 e 1976, duas outras aparições deram força à história. Há três anos, um casal fotografou uma criatura misteriosa parecida com um chimpanzé, com cerca de dois metros de altura, roubando maçãs na seu quintal. O criptozoologista – especialista em estudar essas criaturas esquisitas – Loren Coleman analisou detalhadamente as fotos tiradas. Ele concluiu que o animal seria o famoso macaco-gambá. Mas nenhuma prova científica foi levada a público: o mais provável é que a foto seja uma fraude das mais grosseiras.

Chupa-cabra

Quem seria capaz de matar dezenas de animais de maneira tão peculiar? Com pequenas incisões, suga todo o sangue do bicho, e depois mutila pedaços do corpo, língua, massa encefálica e coração. Mamíferos, especialmente bois, cavalos e cabras são os alvos escolhidos. O culpado de toda essa crueldade se chama Chupa-cabra. Foi nome dado por ufologistas de Porto Rico, em 1995, quando a fera teria atacado esses bichinhos. Seria um extraterrestre quadrúpede, peludo, com garras e dentes grandes, que teria matado sem dó inúmeras cabras.

As explicações do fenômeno vêm de pessoas que nunca viram o bicho – normalmente ufólogos que se baseiam em relatos de fazendeiros e camponeses que perderam seus animais. Mesmo assim, o Chupa-cabra mereceu cobertura completa dos meios de comunicação e um nome pomposo – Intruso Esporádico Agressivo. “É um predador que se move como um canguru. A altura da criatura de olhos vermelhos e arregalados varia entre 50 e 110 cm”, diz Carlos Alberto Machado, autor do livro Olhos de Dragrão, que tenta explicar o fenômeno. No Brasil, ele foi capa de jornais, revistas e tema de programas de televisão em 1997. Um ano antes, fez suas travessuras no México. Hoje ele é um fenômeno em todas as bancas da Argentina. Agora é só esperar para ver qual será o próximo destino deste nômade do além.

Pé Grande

O explorador David Thompson foi o primeiro homem branco que teria visto as pegadas do Bigfoot, ou Pé Grande, enquanto atravessava as Montanhas Rochosas dos Estados Unidos em 1 811. Mas a criatura já figurava nas lendas dos nativos da região – era conhecido por Sasquatch, ou homem selvagem. No século 20, foram inúmeros os casos de pessoas que disseram ter ficado frente a frente com o hominídeo gigante em vários pontos da América do Norte. Somente no estado de Michigan, até 1977, foram 38 relatos sobre a aparição do bicho. No Canadá, era conhecido como Cabeça Amarela, um bicho com jeito de macaco e juba clara.

O macaco gigante teria pêlos em todo o corpo, inclusive cobrindo o rosto, e mais de três metros de altura. Segundo os relatos, seus olhos são pequenos, redondos e pretos. Embora ninguém tenha chegado perto do Pé Grande, há quem descreva em detalhes os seus hábitos. O estudioso do assunto Ivan T. Sanderson arrisca dizer que o Pé Grande vive sozinho e tem hábitos noturnos. Além disso, pode agredir humanos e seqüestrar mulheres. Claro, não há nenhum caso registrado de ocorrências desse tipo.