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Essa brasileira coloriu fotos históricas e o resultado é incrível

E se você pudesse ver o passado em cores mais vivas?

Quando Marina Amaral olha para uma foto antiga, ela não enxerga apenas uma imagem preta e branca. Ela vê o desafio de deixar o passado mais nítido e realista. Dizer que a mineira apenas colore retratos históricos é fazer pouco de seu trabalho. Marina restaura imagens dando-lhes cores para valorizar os detalhes e nuances que, por vezes, estavam submersos na monocromia.

Da desolação da Segunda Guerra Mundial aos registros da vida em Nova York no início do século 20, a artista já coloriu mais de 300 fotos históricas. “A minha intenção não é substituir as imagens originais, mas recriar com o maior respeito e fidelidade possíveis esses eventos que marcaram a história e determinaram o futuro de cada continente. Sinto que tudo o que eu leio nos livros toma vida e se torna mais real quando eu finalizo um trabalho e enxergo aquela cena em cores pela primeira vez”, afirma Marina.

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Curiosa e determinada, Marina aprendeu a mexer no Photoshop assistindo a tutoriais no YouTube quando tinha 12 anos e mal sabia que, algum tempo depois, esse viria a se tornar seu principal instrumento de trabalho. Em 2015, a jovem juntou as técnicas de edição ao fascínio por história e coloriu algumas fotos da Segunda Guerra. Desde então, não parou mais.

Apesar do Photoshop ser um programa automatizado, cada detalhe do trabalho é colorido manualmente. E, pelo resultado das imagens, é possível perceber o perfeccionismo de Marina. “Se vejo uma pedrinha na areia da praia, sei que vou gastar pelo menos 10 minutos para construir suas cores. Imagina fazer isso com 500 pedrinhas. É como um livro de colorir gigante.” A artista conta, por exemplo, que quando reproduziu a foto da coroação da rainha Elizabeth passou um dia inteiro testando as cores que usaria nas roupas dos convidados (confira o resultado na sétima foto da lista).

Por serem fotos históricas, não basta só saber utilizar os pincéis do Photoshop com maestria. Marina tem o cuidado de procurar referências em livros, jornais da época e documentos históricos para que suas reconstituições sejam o mais fiéis possível ao período em que foram originalmente tiradas. E é por esse cuidado todo que o trabalho da jovem é requisitado por museus, empresas e revistas — as pessoas querem ver o passado PB ganhando vida com as cores de Marina.

Comentários

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  1. Rogerio Araújo

    Trabalho incrível. Parabéns para a autora do mesmo.

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  2. Luciano Martins

    Já vi o trabalho dessa moça em outras publicações e é simplesmente espetacular. Parabéns novamente ao seu trabalho.

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  3. Rafael Pezzo

    Como ela sabe quais cores usar?

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  4. Lucas Tessari

    creio que a primeira é da primeira guerra mundial. A quinta é certeza, o padrão do uniforme azul e o capacete, tanto que os franceses mudaram a coloração para n se destacar nas trincheiras por volta de 1916

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  5. leane ribeiro silva

    Perfeito !

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  6. Tati Sabatini

    Eu percebi isso tbm, do uniforme francês.

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  7. Fabio Wölfe

    Trabalho perfeito!

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  8. Gustavo Magalhães

    Bacana a bandeira da França, que o soldado americano está levantado.

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  9. Gustavo Magalhães

    Ops, li errado… 🙂

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