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Gula :deus vem para jantar

Quando Deus colocou a gula entre os 7 pecados capitais, já tinha idéia do estrago que a comida pode fazer entre os cristãos.

Por 31 Maio 2007, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h28
  • Texto Ana Freitas

    Quando Deus colocou a gula entre os 7 pecados capitais, já tinha idéia do estrago que a comida pode fazer entre os cristãos. Primeiro, todos os problemas humanos começaram com uma mordida de nada numa maçã. Desde esse deslize, a comida é motivo para proibições, jejuns e vigílias. Mas, como mostra o livro Os Segredos da Cozinha do Vaticano, nem por isso os padres e as freiras deixaram de criar delícias gastronômicas. Algumas são tão maravilhosas que nem o papa tem força contra elas, sendo obrigado a permiti-las. E outras podem ter feito muita gente vender a alma ou mudar de religião. Como diz uma frase famosa entre os sacerdotes, “o toucinho e o presunto converteram mais judeus em cristãos que a Santa Inquisição”.

    Santas delícias

    Tempura

    Esse prato japonês é, na verdade, europeu e católico. O nome vem de in tempore quaresmae, “em tempo de Quaresma”. As freiras inventaram uma fritura com vegetais empanados para quando não podiam comer carne. No século 16, o quitute viajou com os jesuítas ao Oriente. Depois, voltou à Espanha com as irmãs clarissas.

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    Café

    O café virou moda no Vaticano no século 17. Mas havia um probleminha: a bebida vinha dos muçulmanos, o que lhe dava um ar de sacrilégio. Para acabar com a questão, o papa Clemente 8º interveio. Sentenciou que uma bebida tão boa não podia ser de uso exclusivo dos não-cristãos – ele próprio não vivia sem café.

    Chocolate

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    Surgiu graças a freiras do convento de Oaxaca, no México, que modificaram um estranho prato asteca – uma mistura líquida de cacau com pimenta. Levado à Espanha em 1520, o chocolate chegou a ser proibido por ser bom demais. Mas o papa Clemente 7º absolveu a delícia: ela era útil para “mitigar as privações das vigílias”.

    Azeite de oliva

    Na Idade Média, dizia-se que pelo cheiro do ensopado era possível saber a religião da casa. É que árabes e judeus, que não podiam comer carne ou gordura de porco, usavam óleos vegetais, como o azeite de oliva. A gordura de porco era prova de cristandade da casa– por isso, o azeite de oliva demorou a se incorporar à cozinha católica.

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