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Houve 6 outras Cleópatras além da que você conhece

A mais famosa foi a 7ª – amante do general romano Júlio César e última pessoa a governar o Egito com um título de faraó

A rainha que Elizabeth Taylor eternizou no cinema era Cleópatra Thea Philopator, ou Cleópatra 7ª – última pessoa a governar o Egito com título de faraó. Ela pertencia à dinastia dos Ptolomeus, uma família de origem grega que administrou o Egito entre 305 a.C. e 30 a.C. “Existiram 7 Cleópatras e 15 Ptolomeus durante o reinado ptolomaico”, diz o historiador Júlio Gralha, especialista em Egito Antigo.

Tudo começou com Ptolomeu 1º, que tinha sido general de Alexandre, o Grande. Quando assumiu o controle do Egito, após a morte de Alexandre, ele se autoproclamou faraó. Mas a dinastia inaugurada ali duraria apenas 3 séculos, em boa parte por causa das disputas internas. Ptolomeus e Cleópatras se engalfinhariam o tempo todo pelo trono.

A Cleópatra famosa, 7ª da dinastia, era filha de Ptolomeu 12 e Cleópatra 5ª. Tinha apenas 14 anos quando começou a governar, junto com o pai. Mais tarde, dividiu o trono com seu irmão caçula, Ptolomeu 13, e acabou se casando com ele. Mas os dois nunca se bicaram. Temendo as crescentes ambições da irmã-esposa, Ptolomeu organizou um complô contra ela. Cleópatra fugiu para a Síria, onde organizou um exército para retornar ao Egito e recuperar o poder.

Em meio à guerra civil, o general romano Júlio César sitiou Alexandria e se declarou juiz da pendenga entre os irmãos. Foi quando a rainha do Nilo utilizou sua principal arma: sedução. Dona de uma pele alva e macia, perfumada com banhos de leite de cabra, ela virou amante de César e botou Ptolomeu para escanteio.