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Jornada nas besteiras: as 7 maiores furadas da ficção científica

Não há lugar no Universo em que as leis da física sejam tão flexíveis quanto em Hollywood.

7º – Jornada nas Estrelas (1979, 82, 83, 86, 89, 2009, 13, 16)

Mancada: Assassinar sir Isaac Newton.

Uma nave a 25% da velocidade da luz precisaria de 3 meses para frear sem se desintegrar. Prevendo episódios tediosos, os criadores de Jornada deram um gato na 1a lei de Newton (a da inércia) e bolaram os amortecedores de inércia. Bom, às vezes, ataques danificam os amortecedores, e isso só faz a tripulação se desequilibrar, quando deveria virar purê.

6º – Star Wars (1977, 80, 83, 99, 2002, 05, 15, 16)

Mancada: Achar que existe ar no vácuo.

Sem a resistência do ar, os destroços de naves atingidas nas batalhas espaciais não perdem velocidade, tornando-se armas letais para quem está nas redondezas. Sem falar no risco de atingir um tanque de combustível. Considerando que eles carregam energia suficiente para viagens interestelares, seriam umas explosões e tanto.

5º –  Querida, Encolhi as Crianças (1989)

Mancada: Jogar no lixo a física de partículas.

O baixote Rick Moranis cria uma geringonça capaz de fazer com seus filhos o que diz o título do filme Querida, Encolhi as Crianças. Um adolescente reduzido ao tamanho de uma formiga teria exatamente o mesmo número de átomos em seu corpo. Em outras palavras, teria o mesmo peso de antes. Carregar os moleques na mão? Sem chance.

4º –  Homem-Aranha (2002, 04, 07)

Mancada: Criar matéria do nada.

A teia sai de dentro do Aranha. Hum… Então um passeio por Manhattan seria menos inofensivo do que aparece nas telas: a cada 100 m de teia que lançasse, Peter Parker perderia 3% do volume do seu corpo, como acontece com as aranhas de verdade. Em 1,5 km já teria abandonado um terço do seu organismo. Mas tudo bem, super-herói é super-herói.

3º – A.I. – Inteligência Artificial (2001)

Mancada: Esquecer a tomada do robô.

Os robôs ali dispensam quaisquer fontes de energia. Vai ver eles carregam um estoque… Tarefa árdua: se fossem movidos a gasolina, teriam de levar 860 kg para durar 10 anos. Melhor pensar em algo como energia nuclear. Neste caso, a engenhoca vivida por Haley Joel Osment viraria uma pequena Chernobyl após os 2 mil anos que passa debaixo d’água.

2º – O Dia Depois de Amanhã (2004)

Mancada: Derreter a Antártida sem avisar os espectadores.

Nova York é atingida por um super-tsunami, e acaba submersa por 46 m de água. Legal. Mas para tanto seria preciso derreter 75% do gelo da Antártida de uma vez. E isso só aconteceria se toda a energia solar que chega ao planeta ficasse direcionada ao Pólo Sul por dois anos. Não seria algo discreto, mas os cientistas do filme não são lá muito atentos mesmo…

1º- Armageddon (1998)

Mancada: Não ter destruído a Terra, pô.

Usar uma bomba nuclear para partir em dois um asteroide prestes a se chocar contra a Terra, desviando suas metades da rota. É o plano que salva o mundo em Armageddon. Só que a humanidade teria pouco para festejar. É que as metades do asteroide passariam tão perto que exerceriam uma força gravitacional 100 vezes maior que a da Lua, causando marés que engoliriam países. Sem falar nos furacões que deixariam de rastro ao interferir na atmosfera. Mas ei: até que seria um belo começo para explicar O Dia Depois de Amanhã!

Para saber mais:
Insultingly Stupid Movie Physics 
(“A Insultantemente Estúpida Física dos Filmes”, inédito em português, de Tom Rogers)