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Médico húngaro mudou medicina

Demissão injusta

Em 1860, em uma das alas da maternidade do Hospital Geral de Viena, na Áustria, 30% das grávidas morriam com febre. Em outra ala, porém, a taxa de mortalidade era dez vezes menor. O médico húngaro Ignaz Semmelweis, que trabalhava ali, matou a charada quando examinou o corpo de um colega, que havia morrido depois de ter se cortado em uma autópsia. Semmelweis lembrou que a ala problemática era atendida por estudantes, que iam para lá depois de dissecarem cadáveres. Concluiu que eles traziam consigo algum agente de doença. Então, obrigou que lavassem as mãos antes de visitarem as grávidas. Os casos de febre diminuíram e Semmelweis, entusiasmado, passou a exigir a desinfecção dos instrumentos, algo que nenhum hospital praticava. Foi demitido. Voltou para a Hungria, onde morreu de infecção após cortar o dedo, aos 47 anos, em 1865, ano em que o cientista francês Louis Pasteur provou a importância da assepsia para evitar contaminações.