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Papel

Com ele, o homem pôde parar de escrever em pedras

Por 31 ago 2006, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h28
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No mundo antigo, o homem utilizou dezenas de materiais para escrever, entre eles pedra, metal e osso, todos trabalhosos e de difícil transporte. Até que o filósofo chinês Tien-Lcheu (2697 a.C.) inventou a tinta. Essa descoberta ocorreu quase simultaneamente ao início do uso do papiro, uma planta nativa da África, considerada antecessora do papel. As folhas de papiro eram feitas com tiras da haste da planta umedecidas, justapostas e batidas até formarem uma superfície lisa.

O próximo grande avanço tecnológico ocorreu no século 2 a.C., na Ásia Menor, com a criação do pergaminho, feito com pele de animais. Mais durável e flexível, foi o principal suporte da escrita na Europa até a invenção da imprensa de tipos móveis por Gutenberg, no século 15. Muito antes disso, porém, um outro chinês, Ts’ai Lun, criou o papel, a partir de uma mistura de trapos de cânhamo e cascas de árvore, em 105 d.C. Alguns estudiosos contestam essa data, afirmando que o papel já era conhecido 200 anos antes.

Com o desenvolvimento das sociedades e da industrialização, a produção de papel tornou-se também um problema ambiental. O desmatamento desenfreado e seus efeitos no clima da Terra fizeram a indústria começar a desenvolver tecnologias de reciclagem a partir do século 19.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, um jogador comemorando, e capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuandoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um ícone de árvore branca no canto inferior.
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