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Revolução à brasileira

Após o golpe militar de 1964, grupos guerrilheiros tentaram derrubar a ditadura e instalar um governo socialista no Brasil.Veja quem eram eles, o que queriam e suas principais ações.

Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
30 abr 2006, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h26
  • Pré – 1964

    PCB

    Partido Comunista Brasileiro (1922 -):

    Até meados dos anos 60, foi a principal referência da esquerda no Brasil. Sob influência soviética e contrário à luta armada, deu origem a uma série de movimentos dissidentes que se transformaram nos principais grupos guerrilheiros de combate à ditadura.

    Principais nomes: Luís Carlos Prestes, Carlos Marighela e Mário Alves.

    Militantes: Cerca de 1 000.

    PCdoB

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    Partido Comunista do Brasil (1962 -):

    Primeira dissidência do PCB contrária à linha pacifista. Foi o único grupo a realizar ações de guerrilha rural no país. Entre 1972 e 1974, cerca de 70 combatentes enfrentaram até 20 mil soldados na Guerrilha do Araguaia.

    Principais nomes: Pedro Pomar e João Amazonas.

    Militantes: Cerca de 300.

    MNR

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    Movimento Nacionalista Revolucionário (1964–1967):

    Bem articulado e estruturado em 1964, era o grupo que os militares mais temiam nos primeiros anos após o golpe.Tinha apoio de Cuba – Fidel Castro acreditava que o MNR faria a revolução socialista no Brasil.

    Principais nomes: Leonel Brizola.

    Militantes: Cerca de 100.

    AP

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    Ação Popular (1962–1973):

    Formada por militantes de esquerda ligados à Juventude Católica e com forte adesão dentro do movimento estudantil, apoiava as reformas de base e as lutas trabalhistas. Alguns religiosos ligados à AP cediam os mosteiros para as reuniões clandestinas dos grupos guerrilheiros.

    Principais nomes: José Serra e Herbert de Souza (Betinho).

    Militantes: Cerca de 400.

    POLOP

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    Política Operária (1961-1967):

    Uma das matrizes da esquerda brasileira, foi o primeiro agrupamento a se organizar como alternativa partidária ao PCB. Dava mais importância ao debate teórico e doutrinário do que à ação armada.

    Principais nomes: Emir Sader, Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio.

    Militantes: Cerca de 100.

    1964 – 1968

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    Golpe de (1964)

    MR8

    Movimento Revolucionário 8 de Outubro (1966 -):

    Serviu de abrigo a grupos menores, como a Dissidência da Guanabara, formada pelos estudantes que tiveram a idéia de seqüestrar diplomatas estrangeiros. A ação de maior sucesso envolveu o embaixador americano Charles Elbrick.

    Principais nomes: Franklin Martins e Fernando Gabeira.

    Militantes: Cerca de 100.

    PCBR

    Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (1968–1970):

    Inspirado nos ideais do líder chinês Mao Tsé-tung, era formado por ex-dirigentes do PCB que acreditavam na guerrilha rural. A organização, porém, praticou apenas ações urbanas voltadas à divulgação dos ideais comunistas.

    Principais nomes: Mário Alves e Jacob Gorender.

    Militantes: Cerca de 100.

    ALN

    Ação Libertadora Nacional (1968–1974):

    Estudantes universitários e ex-militantes do PCB formaram a organização mais ativa entre as que atuavam na guerrilha urbana. Suas principais ações incluíram o comando do seqüestro do embaixador dos EUA, ao lado do MR-8.

    Principais nomes: Carlos Marighela, José Dirceu e Frei Beto.

    Militantes: Cerca de 250.

    VPR

    Vanguarda Popular Revolucionária (1968–1969):

    Militares cassados e ex-integrantes da Polop formaram um dos grupos de maior atividade do período. Contrário ao controle do Estado pelo Exército, o capitão desertor Lamarca roubou armas do quartel para usá-las contra a ditadura militar.

    Principais nomes: Carlos Lamarca.

    Militantes: Cerca de 200.

    COLINA

    Comando de Libertação Nacional (1967–1969):

    Pequeno grupo mineiro com ramificações no Rio de Janeiro, era formado por ex-militarese ex-integrantes da Polop. Como meio de obter recursos para viabilizar a guerrilha rural, praticava assaltos a bancos e a trens pagadores.

    Principais nomes: Sargento João Lucas Alves.

    Militantes: Cerca de 75.

    Pós – 1968

    AI 0 5 (1968)

    E hoje?

    Com suas organizações praticamente aniquiladas pela ditadura no início dos anos 70, a maioria dos guerrilheiros abandonou a luta armada. Ao longo da década, alguns militantes aderiram ao MDB, único partido de oposição ao regime. Nos anos 80, com a anistia e a abertura política, começaram a se organizar em partidos que existem até hoje. Conheça algumas influências.

    PCB = PPS

    MNR + VPR = PDT

    MR-8 + PCBR = PMDB

    PCBR + ALAN = PT

    PCdoB + AP = PCdoB

    MOLIPO

    Movimento de Libertação Popular (1971–1972):

    Dissidência da ALN formada por militantes que fizeram treinamento de guerrilha em Cuba. Infiltrado por um espião do governo, porém, o grupo foi praticamente eliminado pouco após seus líderes retornarem ao Brasil.

    Principais nomes: José Dirceu e Beth Mendes.

    Militantes: Cerca de 50.

    VAR-PALMARES

    Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (1969–1971):

    Foi responsável pelo assalto mais lucrativo do período: o da casa de Ana Capriglione, conhecida como amante do governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Na ação, 2,5 milhões de dólares foram roubados.

    Principais nomes: Carlos Lamarca e João Lucas Alves.

    Militantes: Cerca de 200.

    VPR

    Vanguarda Popular Revolucionária (1969–1971):

    Após o assalto a Ana Capriglione, a VPR se separou da VAR-Palmares. Em 1971, a organização seqüestrou o embaixador suíço, Giovanni Bucher. Os militares se recusaram a negociar e o grupo decidiu matá-lo. Lamarca discordou e fez prevalecer sua vontade. Mas acabou abandonando a organização para militar no MR-8.

    Principais nomes: Carlos Lamarca

    Militantes: Cerca de 150.

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