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Thomas More: “A propriedade privada é a essência das mazelas do homem”

Ele vivia em meio à nobreza, mas acreditava na igualdade entre as pessoas - e escreveu um livro, "Utopia", que se tornaria imensamente influente

Por Da Redação - Atualizado em 21 ago 2019, 12h35 - Publicado em 23 out 2015, 13h19

Formado em Direito por Oxford, Thomas More teve uma carreira de sucesso como braço direito de Henrique 8º. Mas, apesar de viver entre a nobreza, escreveu uma obra-prima protossocialista. Seu livro mais famoso, Utopia, narra a vida em uma ilha imaginária onde as pessoas trabalhavam pouco e tudo era compartilhado. Fez ataques à monarquia, que garantia seu ganha-pão. Inspirou-se na República, de Platão, e tornou a palavra “utopia” (um lugar ou situação ideal, mas de difícil realização) parte da linguagem comum. Curiosamente, as críticas contra o patrão em Utopia não lhe causaram problemas.

Ele só se indispôs com o chefe monarca quando Henrique 8º se voltou contra a Igreja Católica e fundou sua própria doutrina, o Anglicanismo. Sua recusa em aceitar a manobra do rei lhe rendeu uma condenação à morte, na Torre de Londres, em 1535. Quatrocentos anos depois, em 1935, ele foi canonizado por ter pago com a própria vida pela fidelidade ao catolicismo. O pensador era muito amigo de Erasmo de Roterdã, que dedicou ao camarada a sua obra mais conhecida, o Elogio da Loucura. More foi uma espécie de discípulo de Erasmo, apesar do amigo ter sido um duro crítico do cristianismo.

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