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As 10 melhores reportagens da SUPER em 2015

Teve de tudo um pouco: saúde, tecnologia, religião... Foi um bom ano.

Por Karin Hueck Atualizado em 4 nov 2016, 19h03 - Publicado em 27 nov 2015, 15h00

10. Cadeias brasileiras – março

Temos a quarta maior população carcerária do mundo, constituída principalmente por pessoas envolvidas no tráfico de drogas. Para piorar, uma passagem pelas cadeias brasileiras é passaporte quase certeiro para a reincidência: nossos presídios são especialmente ineficientes em reabilitar os criminosos e dois terços deles acaba voltando para trás das grades. Foi essa história que esta grande reportagem – inteira infograda e baseada em dados – contou.

9. Vitamina D – abril

Eis mais uma pauta de saúde que se relacionava diretamente com a vida do repórter que a escreveu. Daniel Cunha, diagnosticado com esclerose múltipla, nos sugeriu a reportagem depois de fazer um tratamento com hiperdoses de vitamina D. Em pouco tempo, ele apresentou melhoras significativas. A substância tem gerado muita controvérsia nos meios médicos e a ciência não sabe ainda direito por que ela traz resultados tão animadores – mas ainda assim achamos que seria uma bela capa.

8. Como o governo, o comércio e os bancos ganham o seu dinheiro – outubro

Essa pauta surgiu de uma sensação generalizada da redação (e da espécie humana): a falta de dinheiro. Foi imbuído da missão de explicar por quais buracos invisíveis nosso dinheiro desaparece, que o redator-chefe Alexandre Versignassi – craque em deixar interessante até o mais chato dos assuntos econômicos – resolveu escrever esta reportagem. Não sobrou para ninguém. Lojas, bancos e governo: todos eles trabalham para ganhar um trocado às nossas custas.

7. iCar – julho

A SUPER foi o primeiro veículo do mundo a publicar o anúncio do tão esperado carro da Apple, o iCar. Foi o primeiro porque ele não existe: fomos nós que bolamos o produto e criamos a propaganda – tudo baseado em patentes e tecnologias que a própria Apple desenvolveu ou registrou. O resultado é essa reportagem sobre o que o futuro do automóvel pode trazer para nós.

6. Feijoada – fevereiro

Uma feijoada desconstruída, voando em suculentos pedaços de carne, feijão e arroz sobre um lindo fundo preto. É assim que resolvemos contar a história do prato mais famoso do Brasil, explicando como ele foi criado e como os ingredientes chegaram até aqui. Você nunca viu uma feijuca assim – e não vai mais conseguir desver.

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5. Quatro escolas públicas, pobres e excelentes – dezembro

A Fundação Lemann procurou a SUPER com um mapeamento valiosíssimo: uma pesquisas que mostrava quais eram as escolas públicas brasileiras que atendem a um público pobre, e que têm um ensino excelente. Decidimos que deveríamos fazer uma reportagem e uma série de vídeos para investigar o que torna esses colégios tão bons. Assim, nossos repórteres viajaram 6500 km ao longo de duas semanas, colhendo histórias do sertão do Ceará, do interior de São Paulo e da periferia do Rio de Janeiro – e o resultado saiu em dezembro.

4. O lado negro do Facebook – junho

Quando o editor Bruno Garattoni chegou com uma pauta sobre os mecanismos ocultos que o Facebook trama para nos conquistar, não foi difícil convencer a redação inteira de que estava aí uma bela reportagem. Estava mais do que na hora de falarmos aquilo que ninguém sabia sobre essa rede social, que ocupa horas e horas da vida dos brasileiros. Dito e feito: foi capa e um baita sucesso.

3. Estupro – julho

Tudo começou um ano antes da reportagem, quando o assunto da violência sexual pipocou pela primeira vez em uma reunião de pauta. “É um tema importantíssimo”, bradei juntamente com a ala feminina da revista. “Deixamos pro mês que vem”, disse o resto. Quando os casos de estupro na USP não pararam de se acumular, decidimos todos que era hora de falar no assunto incômodo. Não deu em outra: a capa foi o maior sucesso da história da SUPER nas redes sociais, e ajudou a levantar o debate no país inteiro.

2. A dor que não passa nunca – março

Foi um e-mail que o nosso diretor de redação recebeu e que tocou o coração de todos nós. Quem nos escrevia era uma médica de 27 anos, que havia passado por inúmeras cirurgias na coluna e recebido de brinde uma doença incurável: a aracnoidite adesiva, que causaria uma dor incurável – e insuportável – para o resto de sua vida. Sua jornada por médicos e procedimentos desnecessários virou esta sensível reportagem em primeira pessoa sobre quando médicos erram.

1. Maomé – fevereiro

Logo depois dos atentados à revista satírica Charlie Hebdo, a redação congelou: como abordar um assunto importante desses (que, mal sabíamos nós, voltaria com tudo nos atentados a Paris em novembro) com a cara da SUPER? A resposta logo surgiu: falando do fundador do islamismo, é claro. Assim, fizemos esta reportagem dedicada ao Maomé histórico – que ganhou uma capa linda e foi sucesso nas bancas.

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