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Dia do abraço: conheça a poltrona que aconchega os carentes na quarentena

A peça de mobília particularmente felpuda foi hit na internet em 2016 – mas achamos uma boa trazê-la de volta neste 22 de maio, o dia do abraço mais solitário do século 21.

Por Felipe Germano - Atualizado em 22 Maio 2020, 11h14 - Publicado em 22 Maio 2020, 11h11

Está chovendo. Chegou atrasado. Tomou bronca do chefe. Almoço gelado. Ônibus cheio. Brigou com o amor da sua vida – ou nem encontrou a tal pessoa ainda.

Ou talvez você simplesmente esteja de quarentena, sozinho em um apartamento de 30 m2. Tem dias que tudo que a gente mais precisa é um abraço. E, se depender da designer sul-coreana Lee Eun Kyoung, você não precisa mais entrar no Tinder, ou comprar uma passagem para a casa da mãe, se quiser garantir o seu no fim do dia. Você só precisa de um sofá. Desse sofá:

O Free Hug Sofa (“Sofá do abraço grátis”, em português), foi desenvolvido por Lee para que as pessoas pudessem escapar de seus momentos de solidão. E ela defende enfaticamente a proposta. “O Free hug tem essa extensão que lembra um humano dizendo ‘Vem aqui, eu vou segurar você em meus braços’. Isso porque o sofá traz a sensação de estar vivo. Ele vai segurar você de um jeito quente e macio, da mesma forma que sua mãe, um amigo, e uma paixão – sem deixá-lo solitário”, afirmou a designer ao inscrever seu projeto em 2016 no prêmio A’Design Award – que lhe deu a medalha de bronze na categoria Mobília.

Lee levou dois anos para desenvolver o projeto, e acredita que as extensões da cadeira também teriam objetivos que ultrapassam os abraços. De acordo com a criadora da peça, os braços poderiam ser usados para ajudar mães a amamentarem seus filhos, e servir de apoio para notebooks, por exemplo.

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O projeto foi pensado em algumas variações. Existe as versões com encosto e as sem, ambas nas cores branco, vermelho, rosa e cinza. Não que isso importe, o que vale é abraçar. Diversos estudos apontam que o abraço diminui o stress, contribuindo para uma melhora na saúde – claro que pesquisas foram feitas com abraços de humanos, mas, se não tiver ninguém diposto, talvez valha o teste.

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