Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Um monte de gente

Por Denis Russo Burgierman Atualizado em 31 out 2016, 18h58 - Publicado em 15 dez 2015, 16h00

Sabe esta revista que está nas suas mãos agora? Tem por aí mais outras 300 mil dela, ocupando 300 mil pares de mãos. Elas vão circular pelo Brasil e pelo mundo, e abastecer as mentes de pelo menos 1 milhão de leitores. São 3,5 milhões de pessoas que frequentam o site da SUPER todo mês, e outros 3,5 milhões que nos seguem no Facebook. Centenas de milhares nos acompanham no Twitter, no Instagram, baixam a revista digital, assinam o Dossiê SUPER, leem nossos livros, veem nossos filmes, jogam nossos jogos.

A SUPER não é uma revista – ela é uma comunidade formada por um monte de gente. A revista é só um dos lugares onde essa comunidade se encontra – provavelmente o mais importante desses pontos de encontro, mas ainda assim um entre tantos.

Este mês, por exemplo, a comunidade esteve reunida várias vezes. Quando pedimos ajuda para fazer a reportagem de capa desta edição, sobre mentira, mais de 10 mil pessoas responderam à pesquisa que gerou os dados que ilustram a matéria. Quando eu saí em busca de ideias para a revista, aqui mesmo na Primeira Página, duas edições atrás, quase 500 pessoas nos mandaram ideias de contos, infográficos e HQs (peço desculpas pela minha demora em responder – tá difícil dar conta do volume). Quando lançamos a edição passada, que trazia na capa a reportagem “Estupro – o mais acobertado dos crimes”, 300 mulheres espontaneamente nos mandaram suas histórias traumáticas – e muitas delas nunca tinham sido compartilhadas com ninguém.

A capa sobre estupro, aliás, foi um marco na trajetória desta comunidade. Um post que publicamos no Facebook no mês passado atingiu mais de 20 milhões de pessoas – um recorde para nós. Naquela semana, 10% da população brasileira foi impactada pela matéria.

A SUPER é uma comunidade imensa, e um caso raro no mundo. Em nenhum outro lugar uma publicação dedicada a disseminar conhecimento tem mais público que as revistas de fofocas. Para nós, isso é razão de orgulho, mas principalmente de gratidão. Eu e o time que trabalha comigo temos consciência do quanto somos sortudos – que privilégio é ter ao redor de nós uma comunidade tão imensa e tão interessante, de gente curiosa e instigada. Sabemos que não somos donos dessa comunidade – somos é servidores dela. Trabalhamos para esse monte de gente. É difícil imaginar um trabalho melhor.

Continua após a publicidade
Publicidade