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10 filmes “normais” com cenas de sexo reais

Não estamos falando de filmes pornôs, claro. O que vem a seguir são produções em que atores de verdade fazem sexo de verdade.

Por Marcelo Testoni. Edição: Alexandre Versignassi - Atualizado em 12 jan 2019, 00h27 - Publicado em 17 Maio 2018, 17h03

1. Love (2015)

O cineasta argentino Gaspar Noé chocou público e crítica com duas horas de muito sexo. Tudo real, e em 3D. As cenas retratam as memórias safadas do protagonista. Parte do público do Festival de Cannes deixou as as poltronas antes dos dez minutos iniciais do longa. Polêmico, Noé também dirigiu Irreversível (2002), que foi duramente criticado por enfatizar a violência sexual.

2. 9 Canções (2004)

A história se passa em Londres e explora em detalhes apimentados a relação amorosa do casal de músicos Matt e Lisa. É basicamente um filme com cenas variadas de sexo e masturbação intercaladas por nove apresentações de bandas alternativas, como Primal Scream e Dandy Warhols – numa tentativa de retratar o “vazio existencial de uma geração” (ou algo assim). Seja como for, conseguiu bilheterias razoáveis mundo afora. Segundo o Guardian, o maior jornal britânico, “foi o filme popular mais sexualmente explícito” já feito.

3. The Brown Bunny (2003)

Neste filme de baixo orçamento, o diretor Vincent Gallo desempenha a função de roteirista, câmera, produtor e ator principal. Ele fez tudo isso no filme em que conta a trajetória de um homem solitário em busca do amor perdido. Para interpretar sua musa dos sonhos, ele convidou a atriz Chlöe Sevigny, que pagou um alto preço por sua atuação. Os dois fizeram uma cena de sexo oral que levou à ruptura de vários contratos da estrela para papéis em filmes mais tradicionais.

4. Calígula (1979)

Esse retrato da decadência moral de Roma foi feito para chocar (como todos as produções aqui), mas com uma diferença: o elenco estrelado. O imperador Calígula é Malcom McDowell, astro de Laranja Mecânica (1972), de Stanley Kubric. Também estão lá Peter O’Toole e Helen Mirren, que em 2007 ganhou o Oscar por sua interpretação da rainha Elizabeth 2ª. Por outro lado, não são eles que fazem sexo, só os figurantes mesmo – o que faz deste filme uma leve excessão à regra aqui da lista.

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5. Um Estranho no Lago (2013)

Nesta produção francesa sem pudores, o destaque é um lago usado por naturistas gays em busca de aventuras. Há nudez frontal e sexo oral. Em entrevista à revista Cahiers du Cinema, o diretor e roteirista Alain Guiraudie diz que a ideia ali é mostrar diversos perfis de homens – do pegador inveterado ao que se apaixona com facilidade.

6. Shortbus (2006)

O “ShortBus” do título é uma casa noturna onde os frequentadores vão para resolver seus problemas sexuais. Para não constranger os atores nas cenas de sexo, a equipe técnica do filme trabalhou nua. Outra: os participantes das orgias que rolam no ali aparecem creditados no final como “sextras”.

7. Hotel Desire (2011)

O curta, apesar de dirigido por um jovem alemão de 28 anos, retrata, com maturidade, os efeitos da abstinência sexual. Dos 38 minutos de duração, dez são dedicados a apenas uma tomada erótica, com direito a penetração, sexo oral e closes de órgãos genitais. O personagem principal ali é uma mãe solteira que acaba cedendo às suas paixões secretas e se envolve com um hóspede do hotel em que trabalha como camareira.

8. Romance (1999)

O título é até meiguinho. Mas não se engane achando que se trata de uma história de amor. Não é. Uma professora cansada do relacionamento morno com seu namorado engata uma aventura sexual com o diretor da escola. A proposta do filme, dirigido pela francesa Catherine Breillat, é questionar: vale mesmo apelar à traição para sobreviver a um amor arranhado pela rotina?

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9. Intimidade (2001)

Se coloque no lugar do protagonista: um cara que leva uma vida solitária, não ganha bem e ainda tomou um pé na bunda da esposa que, de quebra, levou embora seus dois filhos. Triste, né? Mas o que era para ser um dramalhão, até que esquentou um pouco. Sem cair no clichê dos filmes românticos, o diretor Patrice Chéreau criou uma alma “quase gêmea” para o personagem. O resultado? Cenas de sexo selvagem, de rolar pelo chão da casa, muita paixão, discussões, mas nenhum compromisso formal.

10. Anticristo (2009)

Nenhum filme de Lars Von Trier é simples de digerir. Anticristo, menos ainda. Aqui, um casal lida com a mais irreparável das perdas – o bebê deles morre por um acidente evitável (numa das cenas mais bonitas da história recente do cinema). Consternados, eles vão para uma casa de campo, para ver se colocam a cabeça, e o relacionamento, no lugar. O isolamento, porém, faz a culpa crescer – culpa que Lars Von Trier retrata de forma surrealista, com a natureza se voltando contra o casal. Sobre as cenas de sexo real? Dane-se. Este filme é bem maior que elas. Além do mais, a parte sexual ali não é para excitar ninguém – a ideia do diretor é fazer o oposto.

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