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Afinal, bronzeamento artificial faz mal à saúde?

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h10 - Publicado em 18 abr 2011, 18h53

Como agem os bronzeadores?

O corpo se defende contra o sol

É melhor evitar pois, em excesso, ele faz mal sim. A Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomenda o uso da técnica com fins estéticos e, em fevereiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, criou uma série de restrições ao uso das câmaras de bronzeamento, como a necessidade de avaliação médica antes da exposição e a proibição do uso por menores de 16 anos. O receio dos médicos se deve ao fato de que as máquinas de bronzeamento emitem raios ultravioleta do tipo A (UV-A) em quantidades bem maiores que as emitidas pelos raios solares. “A partir de dez sessões por ano, a pessoa passa a ter risco de desenvolver câncer de pele”, diz a dermatologista Ediléia Bagatin, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um dos tipos mais mortais da doença, o melanoma, pode surgir a partir de inocentes pintas na pele, após várias sessões. “Além disso, o bronzeamento artificial aumenta o risco de incidência de câncer em regiões que, normalmente, são pouco expostas ao sol, como as pernas”, afirma Ediléia. Algumas clínicas de bronzeamento, porém, contam com médicos que defendem o método “Quem tem a pele muito clara não deve se bronzear nem mesmo sob o sol. Mas, se não é esse o caso, após uma avaliação cuidadosa, duas sessões semanais de até 30 minutos não são prejudiciais”, diz o dermatologista Roberto Cressoni, que presta assessoria para clínicas de bronzeamento em São Paulo. Roberto lembra ainda que as máquinas também têm finalidade terapêutica em alguns casos, pois doenças de pele como psoríase e vitiligo podem ser tratadas com exposições controladas de UV-A. De qualquer forma, vale lembrar que a opinião mais importante nessa polêmica questão é mesmo a da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Portanto, todo cuidado é pouco.

Cor perigosa Uso freqüente desse tratamento estético aumenta a chance de desenvolver câncer de pele

1. Quando os raios UV-A emitidos pela máquina de bronzeamento atingem a pele, ela reage ao ataque de radiação aumentando a produção de melanina, um pigmento escuro que a protege. Mas o efeito não é instantâneo e o bronzeado leva horas, ou dias, para aparecer, dependendo do tipo de pele de cada pessoa 2

2. Mesmo nas peles escuras, os raios UV chegam às camadas profundas da pele, rompendo as fibras de elastina e colágeno que a sustentam, causando flacidez e enrugamento precoces. O mesmo efeito ocorre com quem toma sol sem proteção, mas a quantidade de raios UV é maior nas máquinas de bronzeamento

3. A exposição freqüente aos raios UV acaba danificando o DNA das células da pele. Em alguns casos, as mutações fazem essas células se multiplicarem de modo descontrolado. Isso é o câncer. Os primeiros sinais da doença podem demorar anos para se manifestar

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