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Como é um ritual de iniciação na maçonaria?

A cerimônia que concede o título de Aprendiz envolve desorientação, juramentos e dor física leve

Por Bruno Lazaretti
Atualizado em 22 fev 2024, 10h24 - Publicado em 28 jun 2016, 16h00
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ILUSTRAS André Toma

Essa reportagem faz parte da matéria SEGREDOS DA MAÇONARIA. Confira as outras partes:

– Como surgiu a maçonaria?

– Quais as principais teorias da conspiração envolvendo a maçonaria?

A cerimônia que concede o título de Aprendiz envolve desorientação, juramentos e dor física leve

1. As cerimônias variam de acordo com a Loja e o Rito, mas há alguns elementos-chave na maioria delas. Primeiro, os membros da Loja devem votar se o candidato será aceito. Quem aprova a entrada deve depositar, em segredo, uma esfera branca na urna. Os contrários colocam uma esfera negra. Só com uma urna “limpa” (apenas com bolas brancas) o ritual segue adiante – e imediatamente

2. Num cômodo adjacente, alguém no cargo de Diácono ou de Primeiro Vigilante prepara o candidato. Ele é vendado e tem que estar com o pé esquerdo descalço e o joelho esquerdo, o peito esquerdo e o braço esquerdo descobertos. Amarrada ao redor do pescoço (e, às vezes, do braço esquerdo), uma forca, feita de corda grossa, simboliza o laço que criará com a irmandade

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3. Na sala de cerimônias, o Mestre Venerável (que preside a Loja), o Primeiro e o Segundo Vigilantes encenam um diálogo decorado. Então, o responsável pela preparação bate três vezes na porta e traz o iniciante. O Segundo Vigilante encosta a ponta de um compasso no peito dele e diz que a dor física se tornará mental caso revele os segredos da ordem

4. Após uma longa troca de falas com o Mestre Venerável e os Vigilantes, o iniciante é levado pelo Primeiro Vigilante a caminhar ao redor da sala, ou do altar, se houver. O sentido das voltas (se vistas de cima) é sempre horário, simbolizando o movimento do Sol ao redor da Terra (uma herança da crença no geocentrismo). O número de turnos e as palavras proferidas pelo Mestre variam

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5. Em frente ao altar, o novato se ajoelha com o joelho esquerdo, formando um ângulo reto com o direito. Com a mão esquerda, ele suporta o livro sagrado da Loja (e, em alguns casos, um esquadro e um compasso). Repetindo palavras do Mestre, ele jura não revelar os segredos da ordem, sob a pena de ter a garganta cortada, a língua arrancada pela raiz e o corpo enterrado na maré baixa (eita!)

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6. Os colegas formam um círculo ao redor do candidato, ainda ajoelhado. O Mestre profere palavras de ordem e, em determinado momento do discurso, os membros reunidos batem palmas ou batem o pé direito ruidosamente no chão. Só nesse instante a venda é retirada dos olhos do candidato. O efeito desorientador é uma espécie de “parto” à luz da maçonaria

7. Agora, ele é um Aprendiz e recebe do Mestre as ferramentas desse grau (geralmente, um malho e uma régua ou esquadro) e um avental branco. Também ouve algumas recomendações sobre o que deve buscar e como deve agir enquanto atuar na Loja, o que inclui um voto de silêncio. Por fim, ele aprende os gestos e apertos de mão típicos desse estágio (veja na página 22)

+ Como era realizado o ritual de harakiri dos samurais?

+ Como são os rituais pós-morte das grandes religiões?

SÍMBOLOS DA MAÇONARIA

Afinal, por que maçom gosta tanto de compasso e esquadro?

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Ramo de acácia: Representa a imortalidade da alma, um dos principais preceitos da ordem

47º problema de Euclides: Ângulos retos eram essenciais ao trabalho dos pedreiros que originaram o grupo

Triângulo isósceles: Usado por vários povos da Antiguidade para representar o divino

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Esquadro, prumo e nível: Indicam, respectivamente, a retidão moral, a retidão de conduta e a igualdade de condições naturais entre os homens

Compasso: Simboliza o dever do maçom perante a si mesmo: o de circular suas paixões e mantê-las dentro dos limites

Caixão e caveira: Servem como lembrança constante da mortalidade (“memento mori”)

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