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Como funciona a central da Polícia Militar?

1. O 190 é um número de telefone de emergência da polícia que funciona no Brasil todo. As companhias telefônicas direcionam as ligações após verificar onde o telefone que fez a chamada está registrado. Um número de Recife que disca para o 190, por exemplo, é direcionado para tocar na central da PM da cidade

2. Na central do 190, quem ligou pedindo ajuda fala com um atendente, policial treinado para lidar com pessoas em estado de tensão. O atendente faz uma filtragem para ver se é caso de polícia mesmo. Ele anota num computador dados como endereço, descrições etc. e repassa as informações para outro setor enquanto segue na linha com a pessoa

3. As informações vão para os despachadores, que também ficam na central. Existe um para cada batalhão da PM. Se o problema é na área vigiada pelo batalhão X, a ligação vai para o despachador X. Numa tela, ele monitora a posição dos carros do batalhão. Após filtrar as ocorrências por ordem de prioridade, ele aciona por rádio a viatura mais próxima

4. A área de cobertura das viaturas depende do número de pessoas de cada região. Em áreas muito povoadas, como o centro de grandes cidades, cada carro pode cobrir uma área de apenas 2 km2. No caminho até a ocorrência, os policiais seguem falando pelo rádio com o despachador, que vai repassando novos detalhes coletados pelo atendente :-O

E O CELULAR?

Suponha que você tem um telefone celular registrado numa capital e que foi passar o fim de semana no interior. Chegando lá, você precisa usar o celular para discar 190. Pra onde vai a ligação? Você será atendido pela central da capital, onde seu celular está registrado. Após atendê-lo, porém, essa central repassará a ligação para a central que cobre a região onde você está

Desperdício de ligações

A central 190 da Grande São Paulo recebe cerca de 35 mil ligações por dia. Mas, como mostra o gráfico abaixo, uma parte mínima delas é de fato caso de polícia:

30% – Pedidos de serviços prestados por outros órgãos (bombeiros, ambulância etc.)

35% – Ligações em que a pessoa desiste de registrar a ocorrência

21% – Trotes

14% – Ocorrências reais para a polícia