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Como funciona o sistema de segurança por reconhecimento de íris?

Ele transforma o desenho dos seus olhos em um código exclusivo para você. Mais especificamente, o dispositivo de segurança vai examinar as características da íris, aquela parte colorida do olho que, quando vista por um microscópio, se parece com uma almofada fofa, cheia de pequeninos vales e montanhas. A combinação desse “relevo ocular” com as […]

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h13 - Publicado em 18 abr 2011, 18h51

Ele transforma o desenho dos seus olhos em um código exclusivo para você. Mais especificamente, o dispositivo de segurança vai examinar as características da íris, aquela parte colorida do olho que, quando vista por um microscópio, se parece com uma almofada fofa, cheia de pequeninos vales e montanhas. A combinação desse “relevo ocular” com as várias nuances de pigmentação da íris faz com que cada uma delas seja única no mundo – nosso próprio rosto, por exemplo, abriga duas íris diferentes! A idéia de usar essa característica para identificar pessoas decolou na década de 90, quando foi criada uma técnica para converter a textura da íris em informações digitais. Apesar de eficiente, o método tem um problema inusitado: ele pode falhar com pessoas mais velhas. “Com o número de idosos aumentando, cresce também a quantidade de cirurgias de catarata. Esse tipo de operação muda a forma da íris, o que pode atrapalhar o sistema de segurança”, diz o oftalmologista Paulo Augusto Mello, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Se o reconhecimento da íris pegar mesmo, não vai faltar quem precise fazer recadastramento de olho depois de aposentado…

Num piscar de olhos
Computador converte os tons e a textura do órgão em um código digital

1. Toda vez que alguém se aproxima do dispositivo de segurança, um sensor de movimento liga a câmera de reconhecimento de íris. Sem precisar encostar o rosto no aparelho, a pessoa encara a câmera por 2 segundos. Nesse tempo, a máquina “escaneia” o rosto para encontrar a posição dos olhos

2. No passo seguinte, a câmera fecha o foco apenas na íris. O relevo e as cores dessa parte do olho são lidas pelo computador como uma imagem em preto-e-branco com inúmeras variações de luminosidade. Em seguida, esse código pessoal segue para o processador da máquina

3. Como cada íris tem características únicas de forma e cor, a margem de erro do sistema é virtualmente nula. O matemático inglês John Daugman, criador do método, fez um estudo com 2 mil pessoas e concluiu que a possibilidade de encontrar duas íris idênticas é de uma em 1 trilhão – o que passa com folga os 12 bilhões de íris humanas que existem no planeta

4. No último estágio, as informações da íris são traduzidas numa seqüência digital de 2 048 algarismos. Essa senha vai para o banco de dados da máquina, que a compara com os códigos já cadastrados. Se a informação bater com um deles, a pessoa tem autorização para entrar e a máquina libera o acesso à porta

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