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Como funciona uma granada?

Por Danilo Cezar Cabral - Atualizado em 4 jul 2018, 20h26 - Publicado em 24 fev 2012, 21h08
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Pelo acionamento, manual ou causado por impacto, de mecanismos que causam reações químicas necessárias para a explosão. Dependendo do recheio, podem ser letais ou de efeito moral – para amedrontar ou incapacitar inimigos sem matá-los. As primeiras granadas foram desenvolvidas entre os séculos 15 e 16, mas eram tão sensíveis que representavam mais risco ao lançador do que ao inimigo. Além de serem maiores e redondas, o tempo de detonação variava muito e isso aleijava ou matava muitos soldados antes de ser disparada. Pela falta de segurança, esse tipo de arma foi abandonado por centenas de anos e só voltou a ser usado durante a 1aª Guerra Mundial. Atualmente, a granada é indispensável ao soldado de infantaria, sendo aplicada para vários fins, como destruir equipamentos, desorientar o inimigo e, claro, matar.

Velhas de guerra

A MKII, usada pelos EUA na 2ª Guerra Mundial, foi apelidada de “abacaxi”. Do lado alemão, a 24 Stielhandgranate era chamada de “espremedor de batatas”.

Fogo na bomba

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Conheça a M-67, granadade fragmentação mais usada pelo Exército dos EUA

1. Em granadas de ativação manual, o acionamento só pode ser iniciado após a remoção do pino de segurança. Ele funciona como uma trava que impede a retirada da alavanca. Na verdade, é essa parte que, ao ser retirada, inicia a detonação

2. Ao ser retirada, a alavanca solta uma peça de metal chamada percursor. A peça é impulsionada com força por uma mola e atinge um temporizador químico – mecanismo que define quanto tempo leva para a granada explodir

3. O tempo de detonação da granada pode variar entre dois e seis segundos, de acordo com a especificação do fabricante. Lançar granadas com tempo prolongado de detonação é perigoso, pois há risco de elas serem arremessadas de volta

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4. Ao ser consumido, o temporizador químico reage com o detonador – cápsula preenchida com material combustível. É o momento da detonação dos 185 g de alto explosivo que formam o “recheio” da granada

5. O corpo é uma esfera de aço projetada para explodirem milhares de pedaços. Os fragmentos de metal são arremessados em alta velocidade até o raio de 15 m – os primeiros 5 m de raio são considerados como área de máxima letalidade

Mil e uma utilidades

Alguns tipos de granadas letais, não letais e suas aplicações

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Luz e som – desorientam e distraem os alvos com um barulho e um flash de luz. Usada em resgates ou em contenção de tumultos.

Incendiária – Espalha ferro líquido, que queima a 2.200 ºC para destruir equipamentos, veículos, abrigos e depósitos de munições.

Fumaça – Serve como sinalização ou para a anulação temporária de visibilidade em uma área. Pode irritar olhos, garganta e pulmões.

Impacto – São acionadas ao sair do tubo de lançadores – que podem ser acoplados a fuzis – e são detonadas ao atingir o alvo

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Fonte Sites globalsecurity.com e howstuffworks.com; livro Grenades and Pyrotechnic Signals (FM 23-30), do Exército dos EUA

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