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Como se descobre se uma ave é macho ou fêmea?

A maioria das espécies pode ser diferenciada apenas com a observação. Mas há casos que não são assim

Por Rodolfo Viana Atualizado em 14 fev 2020, 17h35 - Publicado em 28 jul 2017, 18h22

Existem dois métodos. A forma mais comum é a observação, já que a maioria das espécies apresenta o que a ciência chama de dimorfismo sexual – ou seja, características físicas distintas entre machos e fêmeas. Isso ocorre em bichos de diferentes famílias e ordens, como galinhas, patos e pardais. A explicação evolutiva para esse dimorfismo, segundo um estudo publicado pelo biólogo americano Russell Lande, seria que a maioria das aves é monogâmica. Como só poderão ter uma única parceira para acasalar, os machos precisariam atrair as fêmeas por meio de dotes físicos. No entanto, há espécies em que não é possível perceber diferenças visuais, como os sabiás. Nesses casos, existem técnicas para fazer a descoberta.

DIMORFISMO SEXUAL

Bruno Rosal/Mundo Estranho

“Os machos geralmente são mais vistosos e com a plumagem mais exuberante do que as fêmeas”, diz Luís Fábio Silveira, curador das coleções ornitológicas do Museu de Zoologia da USP. Além disso, em várias espécies, um dos gêneros tem um porte maior do que o outro – as fêmeas de gaviões e falcões são maiores que os machos, por exemplo

OUTROS CASOS

Bruno Rosal/Mundo Estranho

Nas aves sem dimorfismo, como sabiás, garças e cegonhas, a sexagem – ou seja, a técnica empregada para determinar o sexo – é feita por laparoscopia ou análise molecular. A primeira consiste numa incisão feita no abdômen da ave para identificar os órgãos do sistema reprodutor (testículos ou ovários). Já a análise molecular é o famoso exame de DNA. Por meio de amostras de sangue, de penas ou da casca do ovo, é possível detectar se há ou não um gene encontrado exclusivamente nas fêmeas

Pergunta do leitor Vladimir Kowalsky, Belém, PA

CONSULTORIA Luís Fábio Silveira, curador das coleções ornitológicas do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, e Giovanni Nachtigall Maurício, professor do programa de pós-graduação em Biologia Animal da Universidade Federal de Pelotas (RS)

FONTES Antarctica and the Arctic Circle: A Geographic Encyclopedia of the Earth’s Polar Regions, de Andrew Jon Hund

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