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Como será o novo World Trade Center?

Por Tania Menai, de Nova York - Atualizado em 4 jul 2018, 20h17 - Publicado em 18 abr 2011, 18h52

No dia 11 de setembro de 2001, o World Trade Center (WTC), um gigantesco complexo comercial em Nova York que abrigava mais de 1 milhão de metros quadrados em escritórios, foi esfacelado por um ataque terrorista. A queda das chamadas “Torres Gêmeas”, as principais construções do complexo, provocaram a morte de quase 3 mil pessoas. O trauma foi grande, mas os nova-iorquinos já trabalham na reconstrução do local. Em vez de duas, a região do velho WTC passará a contar com cinco torres, além de um memorial lembrando o fatídico dia 11 de setembro. Pelo menos é isso que prevê o arquiteto Daniel Libeskind, um alemão de 56 anos que imigrou para os Estados Unidos quando tinha 13 anos.

Um projeto criado por Libeskind superou mais de 400 propostas num concurso organizado pela Prefeitura e pelo governo estadual de Nova York. A questão é saber até que ponto seu projeto será executado por completo. Em julho último, os investidores que desembolsarão cerca de 10 bilhões de dólares na execução das obras pressionaram para que o arquiteto aceitasse trabalhar em conjunto com outro colega de profissão, o nova-iorquino David Child, ligado aos empresários. Estes temiam que o novo conjunto de torres não oferecesse a mesma área comercial que havia no velho WTC. A princípio, o projeto básico de Libeskind será mantido, mas só os anos (e as pressões) dirão até onde ele terá que alterar sua idéia original. Hoje, a área onde ficavam as “Torres Gêmeas” atrai milhares de turistas, mas é só uma imensa cratera ocupada por caminhões, guindastes e trabalhadores. E assim será por 15 anos, tempo estimado para o projeto de Libeskind sair todo do papel.

Torres quíntuplas
Complexo projetado por Daniel Libeskind terá cinco grandes prédios e um memorial

1. Antena simbólica

A chamada Torre 1 – ou Freedom Tower (“Torre da Liberdade”) – terá 70 andares, contra 110 das velhas “Torres Gêmeas”. Porém, graças a uma gigantesca antena anexa ao prédio, ela atingirá 1 776 pés, número em alusão ao ano da independência americana. Isso dá 541 metros, o que a transformará no mais alto prédio comercial do mundo

2. Grande hotel

A Torre 2 terá 70 andares, 20 deles ocupados por um grande hotel com 800 quartos e salas de conferência. Ainda haverá nela 250 mil metros quadrados reservados para escritórios e 55 mil metros quadrados para lojas

3. “MiniTorres Gêmeas”

As torres 3 e 4 contarão com o mesmo número de andares: 65. Cada uma delas terá cerca de 125 mil metros quadrados reservados para lojas. As áreas restantes nas duas torres serão utilizadas como escritórios

4. Residencial WTC

Localizada mais ao sul, a Torre 5 será a única fora do quadrilátero original do WTC. Com 50 andares, ela funcionará como prédio residencial, oferecendo uma área de 100 mil metros quadrados para os apartamentos

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5. Estação futurista

A estação de trem e metrô Lower Manhattan será uma atração à parte, ficando a cargo do arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Uma das idéias é fazê-la toda envidraçada por fora. Por dentro, ela será muito funcional, conectando linhas de trem e metrô a estacionamentos para carros, ônibus e caminhões

6. Gramado histórico

Um gramado com quase 20 mil metros quadrados (2,5 vezes o campo do Maracanã) marcará a área onde ficavam as “Torres Gêmeas”. O gramado estará 9 metros abaixo do nível das ruas, pois se estenderá pelo grande buraco aberto com a retirada de 1,8 milhão de toneladas de escombros do local após o atentado de 11 de setembro

7. Ruas revitalizadas

A vida no antigo WTC girava em torno dos milhares de escritórios instalados ali, por isso ele sempre ficava deserto nos finais de semana. A idéia agora é revigorar as ruas em volta do novo complexo. Vias como a Greenwich Street e a Fulton Street serão renovadas com a abertura de lojas e restaurantes e a criação de áreas verdes

8. Lembranças da tragédia

Na parte norte da área gramada haverá um museu, que será dedicado a contar a história dos atentados terroristas ao WTC — além do de 2001, houve um outro ataque menor em 1993. Grudado ao museu haverá ainda um memorial, na forma de uma gigantesca estrutura de vidro, em homenagem às vítimas do 11 de setembro

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