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De que são feitos os adoçantes?

Alguns já vêm prontos da natureza. É o caso do steviosídeo, mais conhecido como stévia, extraído de uma plantinha consumida tradicionalmente pelos índios brasileiros. Outros surgiram em laboratório – vários deles por acidente. O aspartame, por exemplo, foi descoberto em pesquisas para um remédio contra a úlcera. Isso ocorreu em 1965, quando o químico americano […]

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h21 - Publicado em 18 abr 2011, 18h57

Alguns já vêm prontos da natureza. É o caso do steviosídeo, mais conhecido como stévia, extraído de uma plantinha consumida tradicionalmente pelos índios brasileiros. Outros surgiram em laboratório – vários deles por acidente. O aspartame, por exemplo, foi descoberto em pesquisas para um remédio contra a úlcera. Isso ocorreu em 1965, quando o químico americano Jim Schlatter deixou cair nas mãos uma combinação de aminoácidos por ele desenvolvida. Quando levou um dedo à boca, sentiu um gosto extremamente doce: estava criado o popular adoçante usado em refrigerantes light. O primeiro dos adoçantes artificiais – a sacarina, de 1879 – e o ciclamato, de 1937, também foram descobertos assim, numa casual lambida de dedos. É bom lembrar que nem todos esses produtos são feitos para dieta.

Muitos deles contêm calorias (veja a tabela) mas, como não são açúcar comum, podem ser usados por diabéticos. “O metabolismo dessas substâncias não requer insulina, o hormônio que os diabéticos não produzem adequadamente”, diz o bioquímico Franco Lajolo, da USP. Além disso, americanos e europeus consumiram sacarina avidamente durante as duas guerras mundiais, porque o açúcar ia para as tropas. Por fim, esses produtos podem ter também outras serventias. O xilitol, por exemplo, previne o surgimento de cáries. Por isso, é utilizado em chicletes e até em pastas de dente.

Fórmulas da doçura
Composição química dos adoçantes é bem variada

Artificiais

Adoçante – Sacarina

Composição – Tolueno (elemento orgânico), cloro e dióxido de enxofre

Calorias – Zero

Adoçante – Ciclamato

Composição – Ciclo-hexilamina (derivado do petróleo)

Calorias – Zero

Adoçante – Aspartame

Composição – Dois aminoácidos: fenilalanina e ácido ácido aspártico

Calorias – Quase zero

Adoçante – Sucralose

Composição – Sacarose (açúcar comum) alterada)

Calorias – Zero

Adoçante – Acesulfame K

Composição – Ácido Aceto-Acético (da família do ácido acético, presente no vinagre)

Calorias – Zero

Adoçante – Maltitol

Composição – Maltose (açúcar natural do malte) hidrogenada

Calorias – 50% menos que o açúcar

Adoçante – Lactitol

Composição – Lactose (açúcar natural do leite) alterada

Calorias – 50% menos que o açúcar

Adoçante – Isomalte

Composição – Sacarose (açúcar comum) alterada

Calorias – 50% menos que o açúcar

Adoçante – HSH

Composição – Amido alterado

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Calorias – 25% menos que o açúcar

Naturais

Adoçante – Steviosídeo

Origem – Stevia rebaudiana (planta sul-americana)

Calorias – Zero

Adoçante – Taumatina

Origem – Thaumatococcus danielli (planta africana)

Calorias – Zero

Adoçante – Frutose

Origem – Frutas e mel

Calorias – Igual ao açúcar

Adoçante – Xilitol

Origem – Galhos de árvores como a bétula

Calorias – 40% menos que o açúcar

Adoçante – Tagatose

Origem – Encontrada em derivados do leite, mas seu processo de produção não é divulgado

Calorias – 40% menos que o açúcar

Adoçante – Trihalose

Origem – Encontrado no mel e produzido comercialmente a partir do amido

Calorias – Igual ao açúcar

Adoçante – Sorbitol

Origem – Encontrado em frutas e produzido comercialmente a partir da glicose

Calorias – 65% menos que o açúcar

Adoçante – Manitol

Origem – Encontrado em algas e produzido comercialmente a partir da glicose

Calorias – 60% menos que o açúcar

Adoçante – Eritritol

Origem – Melões, peras e uvas

Calorias – 65% menos que o açúcar

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