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O que é a esclerose múltipla?

É uma doença que ataca o cérebro e a medula espinhal, afetando a produção de anticorpos e, com isso, deteriorando as células responsáveis pela transmissão dos estímulos sensoriais e nervosos. Os principais sintomas são dificuldades para caminhar, tremores, descontrole do esfíncter, dormência, problemas de visão, estafa e, em casos mais graves, até paralisia. Suas causas […]

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h22 - Publicado em 18 abr 2011, 18h58

É uma doença que ataca o cérebro e a medula espinhal, afetando a produção de anticorpos e, com isso, deteriorando as células responsáveis pela transmissão dos estímulos sensoriais e nervosos. Os principais sintomas são dificuldades para caminhar, tremores, descontrole do esfíncter, dormência, problemas de visão, estafa e, em casos mais graves, até paralisia. Suas causas ainda são um mistério, mas especula-se que sejam genéticas ou provocadas por fatores ambientais, como um vírus de ação lenta. “Para os leigos, a esclerose é uma doença que vem com a velhice. Quando a pessoa já é idosa e apresenta falhas na memória e na clareza de idéias, é comum ouvir comentários de que ela está esclerosada.

No entanto, o mal se manifesta entre os 18 e os 40 anos e, curiosamente, atinge duas vezes mais mulheres do que homens”, diz o neurologista Henrique Ballalai Ferraz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Trata-se também de um problema progressivo, que, muitas vezes, deixa seqüelas definitivas: a vítima pode perder a visão ou os movimentos de partes do corpo e, depois de certo tempo, recuperar-se apenas parcialmente. “Felizmente as pesquisas estão bem avançadas e, apesar de ainda não conhecermos as causas, existem medicamentos modernos que previnem novos surtos, controlam a progressão da doença e amenizam seus danos”, afirma o neurologista Clovis Francesconi, do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

Ataque ao sistema nervoso
Esclerose atrapalha comunicação do cérebro com o resto do corpo

1 – Os neurônios são responsáveis por enviar estímulos nervosos do cérebro e da medula espinhal para o sistema periférico (que comanda a motricidade, a coordenação e os sentidos). Eles se comunicam uns com os outros através do axônio, protegido por uma camada de gordura e proteína chamada mielina

2 – A esclerose múltipla aumenta a produção de anticorpos e eles acabam atacando a mielina. A destruição dessa camada protetora do axônio compromete a transmissão dos estímulos nervosos, impedindo o envio das mensagens do cérebro

3 – Se a região em que a mielina foi afetada for responsável, por exemplo, por estímulos da visão ou da musculatura, a pessoa não enxergará direito ou terá tremedeiras durante a duração do surto – que pode deixar seqüelas definitivas

Os neurônios fazem a comunicação de todo o sistema nervoso central – do cérebro à espinha. O processo detalhado à direita pode acontecer em qualquer ponto dessa região

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