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O que são mananciais?

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h10 - Publicado em 18 abr 2011, 18h49

Mananciais são todas as fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem ser usadas para o abastecimento público. Isso inclui, por exemplo, rios, lagos, represas e lençóis freáticos. Para cumprir sua função, um manancial precisa de cuidados especiais, garantidos nas chamadas leis estaduais de proteção a mananciais. Nessas regras, o ponto principal é evitar a poluição das águas, coisa muito difícil de se conseguir em um país como o Brasil. Por aqui, a expansão das grandes cidades aconteceu de forma superbagunçada, comprometendo as fontes d’água próximas às metrópoles. O exemplo mais conhecido – e triste – é o do rio Tietê, que corta a capital de São Paulo e boa parte do interior. Em tese, o mais famoso rio paulista poderia ser um manancial para milhões de habitantes, mas quase 100 anos de poluição acabaram transformando o rio em um enorme esgoto a céu aberto. Para piorar as coisas para os paulistanos, outras importantes reservas de água estão ficando comprometidas. A partir da década de 70, a cidade começou a se expandir em direção à represa de Guarapiranga, com milhares de ocupações clandestinas que despejam esgoto no manancial sem nenhum tratamento. “Hoje, não é viável remover as pessoas de lá. A melhor saída é coletar o esgoto e tratá-lo para diminuir a poluição”, afirma o sociólogo Ricardo Araújo, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Infelizmente, São Paulo não é o único lugar do Brasil onde os mananciais estão em perigo. No quadro ao lado, contamos um pouco mais sobre o drama da represa de Guarapiranga e mais quatro casos de desrespeito às fontes de água em outras metrópoles.

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Reservatórios em risco Crescimento desordenado ameaça a qualidade da água nas maiores áreas urbanas do país

REPRESA DE GUARAPIRANGA (São Paulo, SP)

Poluída pelo esgoto de loteamentos irregulares e favelas, a represa de Guarapiranga sofreu com a explosão demográfica: segundo a Sabesp, a população na região saltou de 330 mil habitantes nos anos 80 para 750 mil no ano 2000. Como resultado, os custos com o tratamento de água aumentaram dez vezes nos últimos 15 anos. Como retirar toda essa gente é inviável, o governo do estado promete investir na urbanização de favelas e aumentar a rede de esgoto no entorno do principal reservatório da cidade

RIO DAS VELHAS e represa VARGEM DAS FLORES (Belo Horizonte, MG)

A capital mineira é abastecida por esses dois mananciais com problemas de poluição. A represa de Vargem das Flores recebe esgoto das casas de seu entorno, enquanto o rio das Velhas acabou contaminado por metais pesados despejados pelas usinas siderúrgicas construídas junto às suas margens. A boa notícia é que o rio das Velhas já dá sinais de melhora depois de um processo de revitalização iniciado nos anos 90

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BACIA DO RIO PIRACICABA (Interior de São Paulo)

A água desse rio e de seus principais afluentes fica poluída depois de passar na área de grandes cidades como Campinas e Limeira. Mas, antes dessa nojeira toda, a capital paulista “rouba” desse sistema cerca de 50% de sua capacidade de abastecimento. Pior para as cidades populosas do interior: com rios sujos e com pouca água potável, os racionamentos e rodízios de água já começam a se tornar comuns na região

ÁGUAS SUBTERRÂNEAS (Recife, PE)

Como a capital pernambucana não tem rios permanentes capazes de fornecer água a seu 1,5 milhão de habitantes, o jeito é retirar água de lençóis subterrâneos. O problema é que boa parte dessas reservas está comprometida. Primeiro, a grande quantidade de esgoto não coletada se infiltra no solo e polui os lençóis. Segundo, a superexploração fez baixar o nível dos reservatórios, deixando a água com muito sal e prejudicando o consumo

RIO GUANDU (Rio de Janeiro, RJ)

Emporcalhado pelo esgoto, um dos principais mananciais da capital carioca precisa da ajuda do rio Paraíba do Sul para diminuir sua poluição. Hoje, o Paraíba do Sul engrossa o volume do Guandu seis vezes em relação à vazão original. Mas a sujeira não foi diluída o suficiente para o abastecimento direto da cidade do Rio e o Paraíba do Sul ficou com menos água para prover as cidades do sul do estado

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