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Qual a origem dos nomes dos elementos químicos?

Elementos foram batizados em homenagens a locais e a entidades religiosas

Por Luiza Wolf - Atualizado em 14 fev 2020, 17h46 - Publicado em 30 mar 2012, 17h19

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Origem (in)comum
Ítrio (Y)

Ítrio, térbio, érbio e itérbio foram gerados de minérios raros encontrados em uma mina na vila sueca de Ytterby – daí seus nomes serem uma variação dessa palavra.

Que confusão!
Manganês (Mn)

O manganês levou o nome por engano: seu minério foi confundido com a magnetita. Esta, por sua vez, herdou o nome de Magnes, suposto pastor grego que a teria descoberto.

Inimigo tóxico
Cobalto (Co)

Cobalto deriva de Kobold, um espírito maligno do folclore alemão. Isso porque está presente em minérios cuja exploração era tóxica aos trabalhadores.

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Vade retro!
Níquel (Ni)

Níquel deriva de uma palavra alemã para “diabo”. Quando foi descoberto, acreditava-se que se tratava de cobre. Mas, como sua extração era impossível, os trabalhadores culparam um espírito maligno.

Fog colorido
Índio (In)

Não tem nada a ver com indígenas (ou a Índia). Quando colocado numa chama, o índio emite uma luz índigo, cor situada no espectro entre o azul e o violeta.

Sempre em grupo
Antimônio (Sb)

O batismo vem do grego: antimônio significa “não está sozinho”. Isso porque o elemento geralmente não é encontado isolado, e sim combinado com enxofre ou oxigênio.

Seria a Ilha de Lost?
Túlio (Tm)

O nome é inspirado em Thule, uma ilha europeia registrada em diferentes locais de acordo com a época. Pode ser as ilhas Órcades, as ilhas Shetland, a Islândia ou até a Groenlândia.

Peça pelo número
Ununhéxio (Uuh)

Cada algarismo do número atômico destes últimos elementos foi convertido em uma “sílaba” do seu nome. O algarismo 1, por exemplo, se torna “un”, e o 6, “héxio”. Então
 o elemento de número 116 virou “ununhéxio”.

FONTES Henrique E. Toma, professor do Instituto de Química da USP e Luiz Antonio Andrade de Oliveira, professor do Instituto de Química da UNESP

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