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Quanto uma equipe de F-1 gasta por temporada?

Varia muito, de acordo com a estrutura de cada equipe. Ferrari, Renault, McLaren, BMW, Toyota e Honda gastam de 300 milhões a 400 milhões de dólares por temporada, mas há equipes que gastam seis vezes menos do que isso. Embora nenhuma escuderia divulgue oficialmente seus gastos, no ano passado a revista britânica Business F1 publicou o seguinte ranking: McLaren (400 milhões de dólares), Toyota (393 milhões), Honda (382 milhões), BMW (378 milhões), Ferrari (329 milhões), Red Bull (201 milhões), Williams (134 milhões), Super Aguri (95 milhões), MF1 (76 milhões) e Toro Rosso (66 milhões). Nos bastidores da F-1 aceita-se como gasto médio de um carro – considerando desde o desenvolvimento do chassi até o combustível – 2,5 mil euros por volta. Na somatória dos 18 GPs da temporada passada (em 2007 serão 17), foram 1 137 voltas, sem contar os treinos. Somando os dois treinos de sexta, o treino livre de sábado de manhã e a classificação, o máximo que um carro pode rodar são 4 horas e 45 minutos (embora nenhum fique 100% do tempo na pista), ou seja, dá para dar mais umas 180 voltas por fim de semana de GP. Total: 8 600 voltas anuais por equipe ou 21,5 milhões de euros. Esse é o gasto-base, sem contar salários e gastos com testes, o que varia muito de uma equipe grande para uma nanica.

Lista de compras
Chassi, motor e funcionários são bancados pela equipe, mas outros gastos são dos patrocinadores

CombustÍvel

Calcula-se que a gasolina usada na F-1 custe 15 dólares por quilômetro rodado. Uma gigante como a Ferrari, que faz testes com quatro pilotos durante o ano inteiro, consome quase 200 mil litros para rodar cerca de 300 mil quilômetros por temporada, o que tem um custo estimado em 4,5 milhões de dólares. Mas a maioria das equipes tem acordos com fornecedores de combustível (a Shell com a Ferrari, por exemplo) e, portanto, não só não pagam como ainda ganham uma grana pelo patrocínio

Pneus

Em um fim de semana de corrida, pelas regras da F-1, cada piloto pode usar 14 jogos de pneus, ou seja, 56 pneus. Portanto, só nas corridas e treinos já se vão 1 904 pneus. Somando o que gasta nos testes, uma equipe de ponta usa até 4 mil pneus. Isso vale 5 milhões de dólares, mas quem banca é a Bridgestone, empresa que fornece os pneus para as 11 equipes em 2007

Pilotos

A maioria das equipes trabalha com quatro pilotos: dois principais e dois de teste. Em uma equipe pequena, um piloto de teste ganha 100 mil dólares anuais, mas, nas grandes, o valor pode chegar a 1 milhão de dólares anuais. Os pilotos principais, claro, ganham mais: um iniciante fatura de 1 milhão a 1,5 milhão de dólares por temporada e alguns figurões ganham isso por mês – especula-se que, na McLaren, Alonso ganhará 25 milhões de dólares por temporada

Funcionários

Equipes grandes desenvolvem todas as peças do carro e, por isso, têm mais funcionários. A Ferrari, por exemplo, tem mais de 900 empregados, enquanto a Toro Rosso e a Spyker não chegam a 200. Sem contar o salário de pilotos e figurões como o projetista Rory Byrne, a Ferrari gasta cerca de 50 milhões de dólares com sua equipe por temporada

Chassis

A Ferrari trabalha com oito chassis, mas um time pequeno, como o Spyker, tem apenas quatro. Um chassi custa em torno de 1,5 milhão de dólares, mas ainda tem o custo de desenvolvimento, que é difícil de calcular e pode catapultar os gastos às alturas. Digamos então que o gasto total fica na casa dos 15 milhões de dólares, sem as carenagens, de fibra de carbono

Motores

Equipes grandes desenvolvem os próprios motores, mas as pequenas compram modelos B das grandes – a Red Bull, por exemplo, usa motor Renault. Elas pagam de 20 milhões a 25 milhões de dólares por temporada. Hoje o regulamento da F-1 diz que um motor tem que durar por duas corridas, portanto, em 2007 cada equipe terá direito a usar 18 motores

Freios

Cada carro usa um jogo de freios por corrida e, portanto, os dois carros usam 34 nas 17 provas. Mas a Brembo, que produz os freios das grandes equipes, fornece 70 jogos (com 280 discos e 560 pastilhas) por temporada para equipes como a Ferrari, considerando os milhares de quilômetros de testes. Isso custa cerca de 1,5 milhão de dólares