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Quem foi São Jorge?

De luta com dragão até casa na Lua, as histórias que cercam a figura mítica do soldado do Império Romano que viveu no século 4

O santo preferido dos corintianos foi, também ele, um sofredor. Guarda pessoal de Diocleciano – imperador responsável pela última e mais violenta perseguição aos cristãos no Império Romano –, Jorge da Capadócia renunciou à vida de soldado pela fé em Cristo, foi preso e virou mártir. Foi amarrado a uma roda repleta de espadas, jogado num caldeirão com chumbo derretido.

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E a tudo sobreviveu, segundo a lenda, fazendo o sinal da cruz. A maior de suas aventuras, porém, seria a execução de um dragão que estava prestes a devorar a filha de um rei. Com essa história contada pela primeira vez no Ocidente em 1260 – uma clara metáfora da luta do bem contra o mal – surgia um dos maiores ícones do imaginário cristão de todos os tempos.

Jorge da Capadócia morreu decapitado em 23 de abril de 303 – daí esse ser, até hoje, o Dia de São Jorge.

4 curiosidades

1. Confusão histórica

A armadura de São Jorge reforça a imagem de santo “guerreiro”. Mas a cruz vermelha só foi associada a ele no começo do século 12, quando a Inglaterra a adotou como sua bandeira. O símbolo foi criado durante a Primeira Cruzada.

2. Benção disputada

São Jorge é padroeiro de vários países, como Inglaterra e Portugal. No Brasil, protege as cidades de Rio de Janeiro e Ilhéus. Já o Corinthians adotou o santo porque, em 1926, inaugurou sua sede no Parque São Jorge, que fica no bairro do Tatuapé, em São Paulo.

3. Montaria albina

Ninguém sabe se Jorge montava mesmo um cavalo branco no Império Romano. Entretanto, a mesma lenda que originou a figura do dragão também diz que foi assim, galopando o branquelo, que o herói salvou a cidade em apuros.

4. No mundo da lua

A lenda de que o santo mora na Lua pode ter raízes brasileiras: na Umbanda, São Jorge corresponde a Ogum, o santo da guerra. Esse orixá tem energia masculina, o que o faz buscar vibrações femininas na Lua – daí a relação.