“Alumínio das vacinas eleva risco de asma em crianças”. Não é bem assim…
Essa manchete se espalhou pela internet. Mas ela se baseia na interpretação equivocada de um estudo. Veja por quê.
O que a notícia dizia:
O alumínio, que é usado como ingrediente em diversas vacinas, pode induzir o surgimento de asma em crianças menores de cinco anos. Foi o que apontou um estudo publicado por cientistas de várias universidades americanas (1).
Qual é a verdade:
O efeito existe, mas é pequeno – e nem se compara aos riscos que a criança correrá se não for devidamente vacinada. “Continuo defendendo as vacinas com a mesma convicção de antes”, declarou Matthew Daly, o líder do estudo – que, além de cientista da Universidade do Colorado, também é pediatra.
O alumínio é um adjuvante: serve para chamar a atenção do sistema imunológico e fazer com que o corpo produza mais anticorpos. Está presente em vacinas contra tétano, difteria e hepatite B, entre outras.
Fonte 1. Association Between Aluminum Exposure From Vaccines Before Age 24 Months and Persistent Asthma at Age 24 to 59 Months. MF Daley e outros, 2022.






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