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Ansiedade pode ser sinal precoce de Alzheimer

Descoberta pode ajudar a descobrir a doença mais cedo – e, ao tratá-la com antecedência, diminuir seus efeitos

Por Lucas Baranyi - 15 jan 2018, 20h31

Um novo estudo, realizado por pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital em Boston, nos Estados Unidos, pode ter encontrado uma relação direta entre altos níveis de ansiedade e a aparição de Alzheimer em pessoas com idade avançada.

Até então, estudos anteriores haviam apontado depressão e outros sintomas neuropsiquiátricos como possíveis sinais precoces de Alzheimer em sua fase pré-clínica, quando há um acúmulo maior de beta amiloide no cérebro de pacientes. Essa fase pode acontecer até uma década antes dos efeitos do Alzheimer começarem a aparecer.

Os investigadores, porém, examinaram a associação do surgimento dos beta amiloides e as medidas de sintomas depressivos em 270 pacientes homens e mulheres, entre 62 e 90 anos, sem desordens psiquiátricas. Então, perceberam que níveis mais altos do peptídeos podem estar associados com sintomas de ansiedade crescentes. Em resumo: a ansiedade pode ser um sinal precoce de Alzheimer.

“Em vez de olhar para a depressão como um todo, decidimos encarar sintomas específicos como a ansiedade. Ao compará-la com outros sintomas característicos da depressão, como tristeza ou perda de interesse, os sintomas de ansiedade aumentaram com o tempo nos pacientes que demonstraram um nível mais alto de beta amiloides no cérebro”, afirmou a principal responsável pelo estudo, Nancy Donovan, em comunicado publicado pelo hospital. “Se mais pesquisas comprovarem a ansiedade como um sintoma precoce, a descoberta seria importante não apenas para identificar pessoas com a doença, mas também para iniciar o tratamento e potencialmente diminuir ou prevenir seu desenvolvimento”, completou.

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