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Cientistas dos EUA elegem as duas melhores dietas para 2018

Veja como as duas funcionam, quais são suas regras e benefícios à saúde e o que fazer se você quiser seguir uma delas

Por Thaís Manarini, de SAÚDE
Atualizado em 12 jan 2018, 16h40 - Publicado em 12 jan 2018, 16h40

Todo ano, a revista americana U.S. News & World Report divulga o ranking Best Diets (Melhores Dietas), que é feito consultando especialistas de instituições americanas de peso, como Johns Hopkins, Tufts Medical Center, Universidade Harvard, Mayo Clinic e por aí vai. Da análise desse júri saem as campeãs em várias categorias: a dieta ideal para emagrecer, a mais fácil de seguir e a que controla melhor o diabetes, por exemplo.

E há a grande vencedora na classificação geral. Neste ano, duas estratégias alimentares dividem a medalha de ouro. Uma delas é figurinha carimbada no pódio: trata-se da dieta DASH, sigla em inglês que significa “Medidas Dietéticas para Controlar a Hipertensão”. A seu lado está a Dieta Mediterrânea, reverenciada em diversos estudos científicos.

A dieta DASH

Seu principal objetivo é prevenir e controlar a pressão alta, fazendo cair o risco de infarto e derrame. No cardápio, são priorizados alimentos ricos em substâncias como potássio, cálcio, proteínas e fibras. Na prática, a ideia é investir naqueles grupos reconhecidamente saudáveis – ou seja, frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, carnes magras e lácteos com baixo teor de gordura.

Por outro lado, é preciso limitar o consumo de fontes de gorduras saturadas, a exemplo de carnes gordas e laticínios integrais, e produtos abastecidos de açúcar, como doces, refrigerantes e néctares. Acima de tudo, recomenda-se, claro, prestar bastante atenção na quantidade de sódio, o mineral que faz a pressão decolar. Ele está no sal de cozinha e em muitos produtos industrializados. A indicação é não exceder os 2 300 miligramas de sódio por dia – o melhor mesmo seria ingerir até 1 500 miligramas.

A Dieta Mediterrânea

As vantagens atribuídas a ela são diversas, como perda de peso, prevenção de câncer, menor risco e controle de diabetes, além de benefícios para o coração e cérebro. A dieta tem esse nome porque é seguida por povos que moram perto do Mar Mediterrâneo, no sul da Europa, e são conhecidos por sua longa expectativa de vida.

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Mas não dá para definir um cardápio fechado. No site da U.S News, é lembrado que os gregos comem diferente dos italianos, que, por sua vez, não fazem o mesmo tipo de refeição dos franceses e espanhóis. O que não dá para negar: existem similaridades cruciais entre os pratos dessas populações.

Por exemplo: frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas, azeite de oliva e ervas e especiarias aromáticas são comuns nas refeições dessa gente toda. Peixes e frutos do mar também têm lugar especial no menu. Frango, ovo, queijos e iogurte aparecem com moderação, enquanto os doces e a carne vermelha ficam restritos a ocasiões especiais.

Um item bastante lembrado ao falar de Dieta Mediterrânea é o vinho tinto, que contém resveratrol – substância lembrada, entre outras coisas, por blindar o coração. Mas não é para encher a cara: recomenda-se uma taça por dia. O suco de uva integral é uma ótima alternativa.

Conteúdo originalmente publicado em SAÚDE 

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