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Cientistas usam nova técnica para reverter surdez genética em ratos

Utilizando técnica de terapia genética, pesquisadores conseguem ligar gene Spns2, um dos responsáveis pela perda de audição.

Por Caio César Pereira
Atualizado em 15 ago 2023, 17h09 - Publicado em 15 ago 2023, 16h47

O avanço científico e tecnológico (ainda) não é capaz de teletransportar uma pessoa, mas, pelo menos, as pesquisas no campo da medicina estão cada vez mais promissoras. Dessa vez, pesquisadores conseguiram, com sucesso, curar a surdez genética em ratos. 

Estudos do tipo vêm se repetindo ao longo dos anos – e esse está longe de ser o primeiro. Lá em 2017, pesquisadores utilizaram uma técnica de edição genética para lidar com o problema.

Desta vez, apesar de também atuar no DNA, o método foi um pouquinho diferente. Ao invés de eliminar o gene problemático – como costuma ocorrer em outros estudos –, um grupo de cientistas do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência (IoPPN) do King’s College London utilizou uma nova técnica que busca “consertar” o gene responsável pela surdez.

Hoje sabemos que um dos genes responsáveis pela perda auditiva é o Spns2. Com isso em mente, os pesquisadores fizeram o seguinte experimento: eles selecionaram camundongos com o tal do gene Spns2 de forma inativa (ou seja, ratinhos surdos), e injetaram nesses animais uma enzima capaz de ativar o tal gene defeituoso. É mais ou menos como se o Spns2 fosse um interruptor desligado, e a enzima fosse capaz de ligá-lo novamente.

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Os resultados foram satisfatórios. Os ratinhos tiveram sua audição totalmente restaurada em faixas de baixa e média frequência (sons mais graves). Mas não só isso. Os pesquisadores perceberam que quanto mais cedo se ativa o gene no rato, mais eficiente e rápida é a recuperação.

Para a pesquisadora Elisa Martelletti, uma das autoras do estudo, ver os ratos responderem aos sons foi um momento especial, e que a pesquisa tem  um grande potencial para tratamentos futuros: “este estudo inovador de prova de conceito abre novas possibilidades para pesquisas futuras, trazendo esperança para o desenvolvimento de tratamentos para a perda auditiva.”

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Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, 1 a cada 4 pessoas poderão ter problemas auditivos. Atualmente, pelo menos metade das pessoas na faixa dos 70 anos já passaram a sofrer com uma perda gradativa da audição. 

Hoje em dia, tais sintomas são tratados com implantes e aparelhos auditivos – só que eles não curam ou impedem o avanço da doença. Com cada vez mais estudos mostrando que a perda de audição pode estar relacionada a saúde mental e até mesmo quadros de demência, o sucesso de pesquisas como essa pode ser o ponto chave para novos tratamentos no futuro.  

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