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Covid-19: O que se sabe sobre a nova variante detectada na África do Sul

A B.1.1.529 foi anunciada ontem (25), e já se encontra em pelo menos quatro países. Entenda por que a variante preocupa cientistas.

Por Maria Clara Rossini Atualizado em 26 nov 2021, 16h26 - Publicado em 26 nov 2021, 11h23

Na última quinta-feira (25), o Ministério da Saúde da África do Sul anunciou a presença de uma nova variante do Sars-Cov-2 no país. A B.1.1.529, que já é considerada a variante com o maior número de mutações até o momento, foi batizada como Omicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (26). Ela também foi classificada como uma “variante de preocupação”, mesmo grupo das variantes Alfa, Beta, Delta e Gama.

A nova variante possui pelo menos 50 mutações – sendo 30 delas na proteína spike, localizadas na superfície do coronavírus. Essa proteína é a “chave” que o vírus usa para infectar as células humanas. As vacinas fazem com que o sistema imunológico consiga identificar essa chave e combater o patógeno antes que ele entre nas células.

A B.1.1.529 é preocupante justamente pelo alto número de mutações na proteína spike, o que pode comprometer a efetividade das vacinas. No entanto, ainda não há dados suficientes para afirmar se a nova variante consegue ou não escapar das vacinas. 

Durante o anúncio da descoberta, o virologista Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação na África do Sul, disse que a B.1.1.529 possui um conjunto incomum de mutações, muito diferente do que foi visto em outras variantes.

Ainda é cedo para dizer se ela é mais transmissível ou letal que as outras variantes detectadas até o momento. Mesmo assim, Reino Unido, Itália, Alemanha e Israel já restringiram os voos vindos da África do Sul. Singapura e Japão pretendem fazer o mesmo.

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Onde ela já foi detectada?

Não se sabe como ou onde a variante surgiu. A África é o continente com a menor porcentagem de pessoas vacinadas contra a Covid-19, o que pode ter estimulado o surgimento das mutações. Quanto mais o vírus se reproduz – ou seja, circula entre as pessoas – mais chances ele tem de ganhar mutações que podem ser vantajosas. 

O pesquisador Francois Balloux, da UCL Genetics Institute, em ​​​​Londres, levantou a possibilidade de o vírus ter se reproduzido e ganhado mutações durante uma infecção crônica em um paciente imunossuprimido, possivelmente com HIV.

É possível que ela tenha surgido em Botsuana antes de migrar para a África do Sul. Um relatório divulgado ontem pela força tarefa contra a Covid-19 do país mostra que quatro casos foram identificados na segunda-feira (22), em pessoas que estavam com o esquema vacinal completo. De toda forma, ainda é cedo para cravar a origem da variante.

Até quinta-feira (25), quase 100 casos já haviam sido confirmados na África do Sul. Hong Kong já confirmou dois casos: um em um viajante vindo da África do Sul e outro em uma pessoa que cumpria a quarentena obrigatória no mesmo hotel.

Na manhã desta sexta-feira (26), Israel também confirmou um caso em um viajante vindo do Malauí. Outros dois casos suspeitos aguardam o resultado dos testes. A Bélgica também confirmou um caso da variante.

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