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Dieta de sono e o gênio de Da Vinci

Cientistas do Instituto de Fisiologia Circadiana resolvem conferir os efeitos de uma dieta de sono sobre o desempenho intelectual, inspirados na lenda do gênio Leonardo Da Vinci, que dormia irrisórios noventa minutos por dia, divididos em sonecas de quinze minutos a cada quatro horas.

Segundo a lenda, o italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) teve bastante tempo – e genialidade – para suas inúmeras invenções e obras de arte porque dormia irrisórios noventa minutos por ida, divididos em sonecas de 15 minutos a cada quatro horas. Pelo sim, pelo não, cientistas do Instituto de Fisiologia Circadiana (que trata do ciclo biológico do homem) em Boston, Estados Unidos, resolveram conferir os efeitos de uma dieta de sono sobre o desempenho intelectual. Voluntários de 27 anos foram induzidos durante nove dias a repousar como, supõe-se, fazia Da Vinci. Depois, submeteram-se a testes de raciocínio, cálculo e memória.

Para surpresa dos pesquisadores, a diminuição drástica do sono pareceu não alterar o desempenho das cobrais. “È um resultado possível, porque os voluntários eram jovens e, além disso, estavam psicologicamente preparados, ou seja, sabiam que a dieta do sono não duraria muito tempo”, ressalva o neurologista Rubens Reimão, do Laboratório do Sono do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “Mas ninguém se torna um gênio ao abrir mão do sono: ao contrário, depois de certo tempo de privação, o desempenho físico e mental sempre cai.”