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Dieta extrema pode curar diabetes tipo 2 – mas não tente fazer sozinho em casa

Quase metade dos pacientes teve o quadro da doença revertido por pelo menos seis meses, além de perder cerca de 14 kg

Por Ana Carolina Leonardi Atualizado em 31 out 2016, 19h02 - Publicado em 26 abr 2016, 18h00

A diabetes mellitus tipo 2 afeta 400 milhões de pessoas. A ocorrência da doença foi aumentando junto com as taxas de obesidade e de consumo de comida processada. Logo, balancear a dieta e fazer exercícios é importante para evitar a doença – e disso todo mundo sabe.

Mas pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, criaram um plano de alimentação que conseguiu reverter o quadro de diabetes. A doença, até agora, era considerada tratável, mas crônica. O corpo dos diabéticos não produz ou não processa a insulina adequadamente. Com isso, o açúcar não é transportado até o interior das células e se acumula no sangue.

O tratamento comum consiste em equilibrar o nível de açúcar no sangue (a glicemia) por meio de hábitos saudáveis e, em alguns casos, injeções de insulina. E aí, o paciente vive normalmente.

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Após a dieta proposta pelos pesquisadores, a doença não foi só equilibrada, como revertida. Durante oito semanas, 30 pacientes com diabetes tipo 2 tomavam shakes dietéticos três vezes ao dia e comiam 200 gramas de vegetais que não contém amido.

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No total, estavam consumindo no máximo 700 calorias por dia. Para ter uma ideia, a Organização Mundial Saúde recomenda em média o consumo de 2.500 calorias por dia (na verdade, o valor ideal para cada pessoa varia de acordo com altura, peso, gênero e nível de atividade física).

Os voluntários recebiam acompanhamento médico (essencial em dietas extremas como essa), além de apoio e encorajamento semanal por telefone, email ou ao vivo. Ao fim do período, os pesquisadores reintroduziram aos poucos as comidas sólidas e criaram planos de alimentação balanceada personalizados para que os voluntários mantivessem o novo peso.

Em média, os participantes perderam 14 kg. E dos 30 voluntários, 12 tiveram remissão da diabetes, normalização da produção de insulina e não voltaram a ter sintomas ao menos seis meses depois de retomarem a alimentação normal.

Os pesquisadores, porém, destacaram que a maioria dos voluntários com resultados positivos tinham diabetes há menos de quatro anos, o que pode ter favorecido a reversão do quadro. Eles ainda não sabem se os participantes vão se manter livres de diabetes, mas há registros de pacientes que não ganharam de volta o sobrepeso e passaram ao menos três anos sem a doença.

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